Este comportamento foi influenciado pelo aumento do investimento angolano no exterior (activo) em 1 milhão 701,1 mil contra a diminuição do investimento estrangeiro
(passivo) em 5.177,7 milhões.
Segundo o relatório do Banco Nacional de Angola (BNA) que o JE teve acesso, em 2016 o défice do investimento directo estrangeiro (IDE) líquido representou 1,3 por cento do produto interno bruto, contra 7,2 do
período homólogo de 2015.
Quanto ao investimento de carteira, o mesmo documento enfatiza que, no ano passado, o saldo deficitário desta conta também melhorou significativamente, ao passar de 1 milhão 511,9 mil em 2015 para 42,5 milhões de dólares em 2016, em virtude da captação de recursos através de títulos de dívida soberana no mercado internacional
(Eurobonds) ocorrido em 2015.
Assim, o documento acrescenta que, a composição de outros investimentos, quer nos activos como nos passivos, desdobra-se em quatro subcontas, nomeadamente, moedas e depósitos, empréstimos, crédito e antecipações comerciais e
outras contas a receber/pagar.
Em função disso, registou-se uma acumulação dos activos de reservas, em termos de transacção na ordem de 372,4 milhões comparativamente ao período homólogo em que houve uma perda de reservas na ordem de 3.055 milhões de dólares.
Quanto a posição do investimento internacional, o documento assegura que, contrariamente aos últimos quatro anos em que se registou valores satisfatórios, a posição do investimento internacional líquida em 2016 atingiu um saldo negativo de 3.324,4 milhões de dólares, contra um positivo de 2.739,9 milhões registado no período homólogo.
O relatório do BNA assegura que, em termos de valor absoluto, a posição do investimento internacional obtida representa 3,3 por cento do PIB contra 2,4 por cento apurado em 2015.
Razão pela qual, os activos financeiros do país atingiram em 2016 um saldo de 90.217,2 milhões de dólares, contra 84.289,4 milhões registados em 2015, correspondendo a um aumento de 7 por cento, influenciado fundamentalmente pelo aumento do stock de depósito de residentes angolanos no exterior e do investimento
directo angolano no exterior.
Assim, enquanto o stock de investimento directo angolano no exterior e do outro investimento ter aumentado na ordem de 12,9 e 10,2 por cento, o relatório acrescenta que, a posição de investimento de carteira e dos activos de reservas tiveram uma redução de 0,6 e 0,3
por cento, respectivamente.
No entanto, as reservas internacionais passaram de 24.419,5 milhões no final de 2015 para 24.352,5 milhões de dólares no final do ano de 2016, o que resultou numa cobertura de 11,4 meses de importação de bens e serviços, contra 7,7
registados no ano de 2015.
Do outro lado do balanço, a maior componente do passivo externo do país foram os empréstimos, seguido do investimento directo estrangeiro, com saldos no final de 2016 avaliados em 49.036,1 milhões, e 39.286,3 milhões de dólares, respectivamente, o que representa no agregado 94,4 por
cento do total de passivos.
Relativamente aos empréstimos, e em particular a dívida pública, o documento sustenta que, o stock da dívida externa, incluindo os atrasados, passou de 36.278,7 milhões em 2015 para 43.368,5 milhões de dólares em 2016, representando
um aumento de 19,5 por cento.
Assim, dos elementos que compõem a dívida pública, verificou-se uma expansão da dívida comercial de 25,8 por cento e da dívida multilateral com 16,9 por cento do stock da dívida total, tendo a dívida bilateral registado uma redução de 0,8 por cento.