A importação de bens alimentares, no I trimestre deste ano, precisou de 583 milhões de dólares, segundo fez saber o BNA.
Estes recursos financeiros exercem um peso significativo sobre as reservas internacionais líquidas.
Os dados disponibilizados esta semana indicam ainda que para a importação de bens e serviços, o Banco Central disponibilizou, igualmente, 198,1 milhões de dólares, valores considerados elevados tendo em conta a tendência de declínio das reservas internacionais líquidas.
Para o administrador do BNA, Pedro Castro e Silva, citado pela Angop, o recurso a divisas pode ser reduzido se o país apostar na produção interna e diversificação da economia.
O peso da Agricultura no PIB angolano continua a representar 6,2 por cento, muito abaixo, se comparado com o de outros países, como África do Sul com 16, Nigéria com 21 e Moçambique que tem 22 por cento.
“Podemos fazer mais quanto à substituição das importações e deixar de ser dependentes de alguns serviços, para que tenhamos garantias de sustentabilidade das reservas internacionais líquidas”, disse.
Referiu que, em 2015 Angola importou três mil milhões de dólares em bens alimentares, contra 200 mil dólares importados por Moçambique.
No quadro dos desafios da substituição das importações está já definido que em breve, a cesta básica das Forças Armadas Angolana (FAA) e da Polícia Nacional vai ser assegurada por bens produzidos no país.