Nos últimos anos o domínio das ferramentas tecnológicas tem sido um aliado importante para qualquer país quese deseja desenvolver.
Em Angola, cada vez mais são visíveis os esforços do Executivo em promover a inclusão digital, para a potencialização e eficiência dos vários sectores da economia nacional. Porém, dados recentes da ENDE nos dão conta que dos 164 municípios que Angola possui, apenas 72 estão electrificados. Isso significa que apenas 43 por cento da população angolana tem acesso ao principal recurso necessário para que se
efective a inclusão digital.
Iniciativas como a implementação da Janela Única do Comércio Externo, bem como o primeiro portal do agronegócio só serão viáveis se efectivamente o cesso à internet estiver garantido em toda a extensão nacional.
Por essa razão o JE saiu à rua para medir o grau de acreditação dos cidadãos sobre essa ferramenta tão importante para se atingirem os níveis de crescimento económico desejados.
Vanda Lopes, por exemplo, Tesoureira, mãe de dois filhos, continua séptica, e não acredita muito que o nosso país possa atingir esse feito em
curto espaço de tempo.
“Deixemos claro que, para que a inclusão digital aconteça, além de um computador e acesso à internet, o domínio dessas ferramentas é imprescindível. Agora eu pergunto, será que por exemplo os camponeses que nem sabem escrever terão capacidade de manusear um computador?”, indagou a tesoureira.
Já o escriturário Neco Gama mostra-se mais optimista. Para ele, é de enaltecer os esforços do Governo e acredita
que devem ser valorizados.
“Não chegarão lá tão cedo, mas estão a começar bem. Só espero que os projectos ao serem programados sejam mais rapidamente implementados a partir de agora, para que realmente possamos sentir na prática
os efeitos”, argumentou.
Por sua vez, a economista, Cândida Henda afirma que não basta apenas o cidadão possuir um computador conectado à internet para ser considerado um incluído digital.
“Temos que cobrir primeiro os problemas básicos inerentes à essa problemática, como a energia e água por exemplo”, lembra.
Cândida Miguel, de 19 anos de idade, estudante do curso de Gestão é de opinião que ainda é muito cedo para acreditar.
“Eu não quero desde já pensar que todo esse movimento seja mera utopia. Porém preciso sentir que existe mesmo um investimento voltado para esse segmento, para poder dizer que
é possível”, comentou.
Edmilson Hélder, de 21 anos de idade, estudante do curso de direito, é de opinião que o Governo precisa investir muito mais para, efectivamente diminuir as assimetrias.
“Nós temos que explorar as experiências dos países que estão melhor do que nós, com quem temos parcerias como a China e a Rússia, para podermos realmente desenvolver a nossa economia com a ajuda da internet”, rematou.
No final do ano passado o Instituto Angolano das Comunicações( INACOM), revelou que dos 13 milhões de utilizadores de telemóveis no país, apenas 4,0 por cento tem acesso à internet.
Na altura, o secretário de Estado para as telecomunicações, Mário de Oliveira tinha admitido que, a taxa ainda não era a desejada e que estavam em curso a preparação de condições para a concepção, e implementação da estratégia nacional de banda larga, com o objectivo de fazer a cobertura a 80 por cento da população até 2025.

Cândida Miguel Estudante- não quero, desde já, pensar que todo esse movimento seja mera utopia. Porém, preciso sentir que existe mesmo um investimento voltado para esse segmento, para poder dizer que é possível fazermos inclusão.

Vanda Lopes Tesoureira-Deixemos claro que para que a inclusão digital aconteça, além de um computador e acesso à internet, o domínio dessas ferramentas é imprescindível. estou céptica se teremos capacidade de promover a inclusão de todos os segmentos.

Edmilson Helder-Estudante-temos que explorar as experiências  dos países que estão melhor do que nós e com os quais até temos parcerias, como é o caso da China e da Rússia, para podermos realmente desenvolver a nossa economia com a ajuda da internet.

Neco Gama Escriturário-não chegaremos lá tão cedo, mas está-se a começar bem. Só espero que os projectos ao serem programados sejam mais rapidamente implementados a partir de agora, para que possamos senti-los na prática.

Cândida Henda Economista-não basta apenas o cidadão possuir um computador conectado à internet para ser considerado um incluído digital. Temos que cobrir primeiro os problemas básicos inerentes a essa problemática, como a energia e água, por exemplo.