O saldo da balança comercial atingiu, no quarto trimestre de 2012, mais de seiscentos mil milhões de kwanzas, devido ao comportamento do preço do petróleo, principal produto de exportação de Angola, de acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística (INE).

Os indicadores do INE revelam que, face ao período homólogo, foi registado um aumento do valor total das exportações em cerca de 2,76 por cento, enquanto no mesmo período em análise as importações registaram um aumento de 93,68 por cento. Neste mesmo período, a Índia constituiu-se como o principal parceiro comercial do país, absorvendo 12,43 por cento do total das exportações angolanas, a que se seguiram Taiwan com 5,34 por cento, África do Sul com 4,78 por cento, Canadá com 4,71 por cento e Espanha com 3,60 por cento.

Entre os que mais importaram para Angola, Portugal surge em primeiro lugar, com uma quota de 19,58 por cento, seguido da China com 13,51 por cento, Estados Unidos da América com 5,98 por cento,  África do Sul com 5,63 por cento e por último a França com 3,74 por cento.

No que respeita às importações, Angola adquiriu no exterior equipamentos e aparelhos, que representaram 24,44 por cento, veículos e outros meios de transporte com  13,68 por cento, produtos agrícolas com 12,22 por cento, metais comuns com 12,04 por cento e produtos alimentares com 8,38 por cento.

A ministra do Comércio, Rosa Pacavira, anunciou recentemente, a adopção de um novo modelo de cálculo da balança de pagamentos, destinado a facilitar a interpretação das estatísticas e a tomada de decisões nas instituições e nas organizações empresariais.

Rosa Pacavira, que fez a revelação na abertura do I seminário técnico operativo sobre operações de licenciamento e de desalfandegamento, disse que “se não houver uma balança comercial devidamente estruturada” é difícil ao Executivo e aos analistas económicos tomarem decisões políticas relativas aos dados de importação e exportação de bens e serviços.

O Decreto Presidencial 265/10, de 26/11, veio estabelecer os procedimentos administrativos para o licenciamento de importações, exportações e reexportações de mercadorias em Angola e foi um dos mecanismos que o Executivo encontrou para iniciar o processo.
Este diploma, que define a criação de um novo sistema de registo dos exportadores e importadores (REI), define a obrigatoriedade de todos os agentes económicos envolvidos se inscreverem junto do Ministério do Comércio.