A inflação homóloga nacional diminuiu no mês de Outubro para 16,07 por cento, relativamente inalterada face ao mês de Setembro.
A inflação mensal foi de 1,38, 7,0 pp. abaixo do registado em Setembro (1,45%) e bastante abaixo das nossas expectativas para o primeiro mês de implementação do IVA.
Esta variação deveu-se essencialmente a um aumento na Alimentação e Bebidas não Alcoólicas (1,92%), nos Hotéis, Cafés e Restaurantes (1,50%) e nas Bebidas Alcoólicas e Tabaco (1,47%).
Por outro lado, algumas rubricas, como Habitação, Água, Electricidade e Combustíveis (redução de 1,06 pp para 0,09%), Transportes (redução de 0,67 pp para 0,99%) e Bens e Serviços Diversos (redução de 0,7 pp para 0,96%) tiveram um comportamento inverso, tendo tido uma redução relevante na variação mensal entre Setembro e Outubro. Esperemos que o ano feche com uma inflação média um pouco acima dos 17 por cento.

Economist Intelligence
Recentemente, a Economist Intelligence Unit (EIU) prevê que a economia de Angola se mantenha em recessão até 2020, prolongando os crescimentos negativos dos últimos anos devido à descida do preço do petróleo desde o verão de 2014.
De acordo com a fonte, Angola voltará a crescer em termos económicos apenas em 2021, ano em que o seu Produto Interno Bruto deverá registar uma taxa positiva de 2,4 por cento, segundo as previsões da Economist Intelligence Unit (EIU), no seu mais recente relatório sobre o país.
As previsões da EIU para o ano prestes a findar apontam para uma contracção de 3,6 por cento, que abrandará para 1,9 em 2020, antes de regressar a taxas positivas no ano seguinte e chegar a 2024, último ano do período em análise, a um crescimento de 6,2 por cento.
Todas estas variações estão centradas tanto na evolução dos preços do barril como na sua produção de petróleo, que no período de Julho a Setembro de 2019 caiu 26 mil barris por dia face ao período de três meses terminado em Junho, segundo fontes secundárias, para uma média de 1,394 milhões de barris por dia.
Na parte do relatório dedicado ao crescimento económico, os analistas da publicação referem que as perspectivas para Angola não são boas, com uma previsão de quatro anos consecutivos de contracção económica, decorrente da quebra da produção petrolífera devido ao esgotamento de alguns campos e à ausência de investimento na prospecção de outros ou na exploração de campos considerados marginais. Alegam que, a taxa de inflação deve situar-se em 16,9 por cento em 2020, uma redução de menos de um ponto percentual face à estimativa de 17,8 para 2019, facto que decorrerá da contínua depreciação da moeda nacional, o kwanza, dos baixos preços do petróleo e da menor quantidade exportada, o que origina menor quantidade de divisas e a introdução dia 1 de Outubro do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA).