A inflação homóloga nacional acelerou no mês de Agosto para 17,50 por cento, um aumento de 27 pontos base (p.b.) face ao mês de Julho. A inflação mensal foi de 1,44 (8 p.b) abaixo do registado em Julho (1,52%), mas bastante acima da média na primeira metade do ano.
Este aumento deveu-se em particular à Alimentação, Bebidas não Alcoólicas, e à Habitação, Electricidade, Água e Combustíveis.
De acordo com o boletim dos mercados da área de estudos do grupo BPI, alguns componentes, como Vestuário e Calçado, e os Transportes, quebraram em Agosto uma tendência de descida na inflação que se vinha a verificar.
“Esperamos que a inflação média termine em 2019 um pouco acima dos 17 por cento”, lê-se.
No mercado cambial, o kwanza manteve-se estável face ao dólar, tendo apreciado ligeiramente contra o euro, resultante da flutuação no €/usd. No mercado paralelo, o câmbio usd/kz subiu ligeiramente e esteve a cotar nos usd/kz 535, segundo a plataforma Index “Kinguila Hoje”, mantendo a diferença cambial entre ambos os mercados em torno dos 46 por cento.
O estudo do BPI diz que, segundo um recente Diário da República, o Executivo autorizou a cessão de 4,0 por cento do interesse participativo da BP no Contrato de Partilha de Produção do Bloco 18 a favor da Sonangol.
Num outro prisma, um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), posiciona Angola como o 149º país, entre 162, no que toca o desenvolvimento sustentável. O relatório avalia o desempenho dos países em 17 objectivos de desenvolvimento sustentável (ODS) assumidos há quatro anos na Agenda 2030. Com uma média de 51,3 pontos num máximo de 100, o país apresenta-se abaixo da média africana (53,8 pontos), embora melhor do que em 2018 (49,6 pontos).

Indices europeus repetem subidas

Os índices europeus repetem as subidas, através dos quais demonstram alguma aspiração a um rally natalício. A dívida periférica volta a melhorar e parece ter perdido o medo da crise despoletada no domingo pela demissão de Mario Monti. Contudo, apesar da ameaça de que Berlusconi volte a ser eleito Primeiro Ministro tenha perdido força (tendo em conta as sondagens eleitorais), o país vai ficar no desgoverno durante alguns meses, período durante o qual é difícil que se consiga algum avanço. Também não está claro que tipo de governo se formará após os comícios, pelo que não se pode descartar o retorno de tensões neste momento. Entretanto, o Tesouro italiano realizou um leilão de obrigações a um ano com êxito, no qual conseguiu reduzir o spread em 21 por cento registando uma boa procura.

Mercado prevê cenários pós twist

O mercado prevê que com o fim próximo da Operação Twist, a FED anuncie o aumento do QE3 (Quantitative Easing), podendo na sua política de flexibilização comprar mais de 40.000 milhões de dólares por mês de títulos de dívida pública (o QE3 concentra-se apenas na dívida de hipoteca privada). Esta decisão não provocará grandes subidas na bolsa durante os próximos dias, como também não será considerada um resgate ao país, apesar da sua grande simetria com o que se consideraria ser um pedido de resgate por parte da Espanha, e que se traduziria na compra de títulos de dívida espanhola por parte do Banco Central Europeu. O QE3 é conhecido também como flexibilização quantitativa ou política de harmonização.