A inflação tem vindo a desacelerar, após ter aumentado em média cerca de 3 por cento em 2016, e menos de dois (2) até Julho de 2017, passando de 41,9 por cento em Dezembro do transato ano para 31,89 em Julho de 2017, fruto da Política monetária restritiva do BNA.
As indicações avançadas, recentemente, pela governadora do BNA, Suzana Monteiro Camacho, por ocasião das comemorações do dia da “Tomada da Banca” revelam também estabilidade financeira e do nível geral dos preços. Todo esse cenário ocorre, apesar dos constrangimentos que a economia angolana atravessa desde meados de 2014, com a desaceleração do preço do barril do petróleo.
Na última sessão do Comité de Política Monetária do BNA constatou, por exemplo, que no mês de Junho, a taxa de inflação mensal, medida pelo Índice de Preços no Consumidor da província de Luanda, publicada pelo Instituto Nacional de Estatística, foi de 1,58 por cento, contra 1,76 de Maio. A inflação dos últimos doze meses situou-se em 31,89 por cento, contra 34,08 do mês anterior, reflectindo a desaceleração da inflação mensal comparativamente ao nível registado em Junho de 2016, que foi de 3,27.
Neste período, a classe “Alimentação e Bebidas não Alcoólicas”, com uma variação de 1,16 por cento e uma contribuição de 0,52 pontos foi a que teve maior impacto sobre a inflação observada no período em análise. A de “Bens e Serviços Diversos” com uma contribuição de 0,29 pontos e “Vestuário e Calçado” com uma contribuição de 0,22 pontos distinguiram-se, igualmente, pelas suas contribuições na inflação observada.
Já a nível das províncias, Cabinda foi a que registou a variação mais baixa, designadamente 1,12 por cento.
No mesmo período, a Luibor Overnight manteve-se nos 22,40 por cento ao ano, e nas maturidades de 3 e 12 meses as taxas situaram-se em 20,15 e 24,44 por cento ao ano, respectivamente.