O Inquérito de Despesas, Receitas e Emprego em Angola (IDREA) já permitiu visitar pelo menos, 2.284 agregados familiares, dos 12.500 previstos.
Segundo avançou esta semana à imprensa, o cooordenador técnico do projecto, Paulo Fonseca, 27 por cento dos agregados já foram visitados no período entre 5 de Março e 10 de Maio.
Orçado em 10 milhões de dólares, a operação visa recolher dados sobre as características sociodemográficas, registo de nascimento, educação e formação profissional, saúde e habitação.
De acordo com Paulo Fonseca o objectivo é permitir ao Executivo elaborar planos e programas públicos de melhoria das condições de vida da população, assim como saber onde e em que condições vivem.
Realçou ainda que simultaneamente possibilitará ao Instituto Nacional de Estatística actualizar a base de ponderação de cálculo do índice de preço ao consumidor.
Sublinhou que o Idrea é uma fusão de dois grandes inquéritos, nomeadamente, o de despesas e receitas e o emprego em Angola.
O inquérito envolve 19 equipas de quatro inquiridores, um dos quais é supervisor, cuja duração é de 12 meses, tendo o seu início em simultâneo em todo o país e será realizado de cinco em cinco anos.
Dados do INE indicam que o nível da taxa de pobreza em 2008/2009 situava-se a 36 por cento. A taxa de desemprego em 2015/2016 situou-se nos 20 por cento, cujo grupo etário varia entre os 19 e 29 anos, com tendência de subir até os 35 anos.