O director-geral do Instituto Nacional de Estátistica (INE), Camilo Ceita, revelou nesta quarta-feira, em Luanda, que os sinais de desaceleração da economia tiveram início em 2013.
Camilo Ceita falou à imprensa durante a cerimónia de apresentação pública das contas nacionais anuais provisórias de 2014 e preliminares de 2015. Disse, na ocasião, que até 2012, o país registara um PIB de 8,5 por cento. Em 2013, os indicadores desceram para 5,0. Já em 2014, decairam ainda mais para 4,1 e, finalmente, em 2015, 0,9 por cento.
Lembrou ser atribuição do INE alertar as autoridades sobre os diferentes cenários da economia, sejam estes de desacelaração ou outro .
De acordo com o responsável, os serviços mercatins, constam entre os sectores que mais contribuiram para arrecadação de receitas para o produto interno bruto, com um total de 36,3 por cento. Ao passo que o sector de extracção e refrigeração de petróleo bruto e gás natural, considerado os motores da economia angolana contribuiram apenas com 22,8 por cento.
Os impostos líquidos de subsídios e a produção e distribuição de electricidade e água foram apontados como os sectores que menos contribuem na arrecadação de receitas para o PIB de Angola.
Por sua vez, o docente universitário, João Baptista Lukombo, sublinhou que a divulgação destes dados apresenta-se de uma importância capital, na medida em que vão ajudar as autoridades governamentais, instituições internacionais bem como os investigadores sobre o crescimento da economia angolana, visão partilhada pelo representante do PNUD em Angola, Pier Balladelli.