No princípio seria uma actividade rotineira: estudaria o evento, solicitaria pelo programa e faria como todo o mestre cerimónias faz – gerir o programa, anunciando cada interveniente. Estava enganado. Esta semana, estive envolvido no acto de inauguração da fábrica de diamantes da KGK, uma gigante multinacional indiana, uma extraordinária empresa familiar que me permitiu conhecer um dos seus líderes mais jovens, o Dr. Sandeep Khotari, o Director Geral do conglomerado. Com efeito, a K.G. Khotari Diamonds, Lda inaugurou, esta semana, em Luanda, uma fábrica de lapidação com uma capacidade de gerar 200 empregos e um processamento de 100.000 quilates de diamantes brutos por ano. A nova fábrica de lapidação de diamantes KGK, inaugurada pelo Ministro dos Recursos Minerais e Petróleos, Diamantino Azevedo, nasceu de uma parceria entre a multinacional indiana e a Sociedade de Comercialização de Diamantes de Angola, SODIAM E.P, num investimento progressivo que chegará a 25 milhões de dólares. A unidade fabril, tive o prazer de a visitar, primeiro para a conhecer e depois para apresentá-la aos visitantes, é uma infra-estrutura moderna, dotada de tecnologia de ponta no corte e lapidação de diamantes e demonstra um avanço em relação às instalações similares erguidas pela multinacional na Índia, Rússia, África do Sul, Botswana e Namíbia, confessou-mo o Dr. Sandeep Khotari. Para Angola, a abertura da fábrica é um extraordinário avanço na diversificação das fontes de receitas e de geração de empregos, segundo afirmou o Ministro dos Recursos

Minerais e Petróleos.
“Desde os tempos mais distantes da criação do grupo, a África tem sido uma parte imperativa da extensão geográfica da KGK. Estamos felizes em dar mais um passo em direcção ao nosso relacionamento inato com Angola e com o seu povo. Estamos orgulhosos de nos alinhar com a visão de Sua Excelência o Presidente João Gonçalves Manuel Lourenço de promover investimentos, incentivar a colaboração, criar valor agregado e oportunidades de emprego em Angola”, disse Sandeep Khotari. “As operações de lapidação de diamantes da KGK na África do Sul, Botswana e Namíbia sempre estiveram na vanguarda do beneficiamento local e do avanço da tecnologia e pretendemos seguir também, diligentemente, a tendência em Angola”, acrescentou. Além disso, a KGK, segue o seu princípio central de fomentar a aptidão e apoio à habilidades empreendedoras e de inovação relevantes para o trabalho, aproveitando o sempre crescente talento essencial no sector de diamantes. O Dr. Sandeep Khotari representa, com o seu irmão, Sanjay Khotari a quarta geração de líderes do conglomerado global que é hoje a KGK Group. Com efeito, a empresa foi lançada em 1905 por Shri Kesrimal Ji e Shri Ghisilal Ji Kothari, de Jaipur (Índia), seguida da liderança do patriarca Navrattan Khotari. Neste momento, o conglomerado possui uma equipa de 14.000 profissionais, com operações e escritórios activos na Ásia, América do Norte e do Sul, Europa, África, Rússia e Médio Oriente. A unidade de Luanda começa uma nova jornada, no relacionado da KGK Group, no reforço do seu relacionamento com África. Entretanto, o posicionamento do Dr. Sandeep Khotari leva-nos a inevitável questão: como é que o empreendedor se pode envolver, investindo na indústria de lapidação, tomando em atenção que esta é a quarta unidade fabril a ser erguida no país? A compreensão inicial do empreendedor, e aqui chamamos atenção, é que está a entrar para um sector industrial com especificações particulares. Entretanto, a primeira destas assertivas é que o investimento na indústria da lapidação de diamantes entra no âmbito da legislação comum sobre o investimento privado no país.