Tem competências técnicas, é bom profissional, trabalhador e de elevadas qualidades morais. José de Lima Massano regressa a cadeira de governador do Banco Nacional de Angola (BNA), de onde saíra à seu pedido em 2015 (esteve lá de 2010 a 2015), para devolver a confiança interna e internacional de que se precisa na banca angolana.
A missão de José de Lima Massano não será fácil, aliás o próprio já encarregou-se de avisar aos importadores e outros empresários ávidos em divisas, que uma rigorosa gestão dos recursos disponíveis deverá ser observada.
O bancário, que fecha a composição da equipa económica do Governo do Presidente João Lourenço, tem à sua volta um ambiente de fortes expectativas, mas definiu o trbalho de grupo e o reforço das capacidades técnicas dos quadros do banco central como essenciais para que volte a trilhar o caminho do sucesso.

O quadro da banca
Na visão do Chefe de Estado angolano, no período 2017-2022, a banca angolana terá de desempenhar realmente o seu papel, concedendo crédito ao empresariado nacional que reúna as condições exigidas para tal.
O BNA deverá ainda prosseguir e consolidar o processo de adequação do sistema financeiro e bancário às normas e padrões internacionais, além de intensificar o controlo efectivo dos meios de pagamento. Há ainda o restabelecimento das relações da banca com os correspondentes e a reestruturação e saneamento dos bancos com insuficiências
estruturais de liquidez.
Na perspectiva do Chefe do Executivo, o banco central tem de cumprir estritamente e de forma competente com o papel, devendo, por outro lado, ser governado por profissionais da área.
Atenção cuidada será também dispensada à Unidade de Informação Financeira, por sua importância na prevenção e combate ao branqueamento de capitais e financiamentos ao terrorismo.
O sector bancário angolano continua a ser encarado como o motor do crédito à economia e de cedência de outros apoios e financiamentos necessários ao andamento de iniciativas públicas e privados, com realce aos que geram emprego e valor acrescentado ao mercado.
Sobre os passos a serem dados pela instituição, a fim de recuperar a confiança e credibilidade do sistema financeiro do país, José Massano apontou como prioridade o aumento da capacidade interna do BNA.
“Há um trabalho que tem de ser feito e que inclui a reposição do poder de resposta do Banco. Estamos convencidos que com as orientações recebidas e com o espaço de trabalho que nos é dado, será possível fazermos este percurso”. disse.