A Kifcrédito - Sociedade de Microcrédito - acumulou de Agosto a Dezembro de 2018 um prejuízo de 3,1 milhões de kwanzas no seu resultado operacional.
Conforme as demonstrações financeiras publicadas nas páginas de publicidade do Jornal de Angola, a entidade captou em resultados de intermediação financeira 1,01 milhão de kwanzas contra os 4,1 milhões de kwanzas de custos administrativos e de comercialização.
As contas verificadas pela UHY - Paredes e Associados - Angola / Consultores e Auditores fixam os valores de 3,1 milhões de kwanzas como resultado antes dos impostos um cenário que abre margem a correcções futuras após reverificação da situação fiscal da empresa.
“Estamos convictos que a prova de auditoria que obtivemos é suficiente e apropriada para proporcionar uma base para a nossa opinião
de auditoria”, escreve.
O auditor alerta que as autoridades fiscais têm a possibilidade de rever a situação fiscal da empresa durante um período de cinco (5) e 10 anos para a Segurança Social. Desse procedimento de revisão, alerta a auditoria, pode resultar por diferentes interpretações eventuais correcções de natureza fiscal.
Contudo, admitem que não deverá ocorrer alterações profundas aos actuais indicadores.
É já nesta perspectiva que a gerência da KIF - Sociedade de Microcrédito deliberou pelo aumento do capital social de 22,5 milhões e os Fundos Próprios.
O contabilista e também auditor Adão Domingos entende que a situação de muitas empresas é preocupante, uma vez que muitas das empresas financeiras não bancárias foram constituidas na estratégia de actuação no mercado cambial, por via de compra
e venda de divisas.
“O momento do mercado fez cair estas estratégias e afectou com isso a saúde financeira das empresas”, afirmou.