A moeda angolana atingiu, neste momento, mínimos históricos face à norte-americana, ao fixar-se nos 317,192 kwanzas/dólar, ultrapassando os 316,300 kwanzas/dólar atingidos em Novembro de 2018, e depreciou-se frente à europeia para valores próximos também dos mínimos, segundo noticiou a Lusa ontem, em Luanda, no final de um encontro entre o BNA e as embaixadas sediadas na capital.
Em relação ao dólar, desde Novembro de 2018 que a moeda angolana oscilava entre os 310 e os 315 kwanzas.
Face à moeda europeia, a angolana tem vindo a depreciar-se ligeiramente desde terça-feira, quando se transaccionou a 355,347 kwanzas/euro, situando-se hoje nos 358,300 kwanzas/euro, próximo do mínimo histórico registado a 01 deste mês (359,851 kwanzas/euro).
Em Janeiro de 2018, face ao pico da crise económica que o país então vivia, as autoridades angolanas começaram a vender aos bancos comerciais as divisas em leilão, primeiro trissemanais e actualmente diárias, com a moeda angolana a transaccionar-se, então, a 185,40 kwanzas/euro. Desde essa altura, o kwanza depreciou-se 48,255 por cento.
Tendo também em conta o dia em que começaram as vendas de divisas em leilão à banca comercial em Angola, a 09 de Janeiro de 2018, quando se transaccionava a 165,92 kwanzas/dólar, a moeda angolana depreciou-se 47,690 por cento desde então.
No mercado paralelo, o euro está a transaccionar-se entre os 450 e 470 kwanzas, enquanto o dólar se troca entre os 390 e 410 kwanzas. Este mês, o BNA indicou que irá colocar no mercado 700 milhões de dólares (610 milhões de euros).
Em declarações à imprensa, Manuel Tiago Dias escusou-se a adiantar se a tendência de depreciação do kwanza em relação às moedas norte-americana e europeia é para manter ou não, admitindo que tudo “vai depender da própria dinâmica da economia” angolana.
Manuel Tiago Dias reconheceu também que o processo de depreciação “não está concluído”.
“Não podemos dizer que o processo está concluído. O que se constata é que, tendo em conta o grande esforço feito no passado, em particular a regularização dos atrasados e também a grande flexibilidade da taxa de câmbio, permitiu uma maior convergência entre as taxas de câmbio do mercado informal e formal. O que se observa agora é uma maior estabilidade cambial entre o kwanza em relação ao dólar e ao euro”, referiu.