O montante máximo permitido, actualmente, para a concessão do microcrédito individual ou para grupo solidário é de um milhão de kwanzas em termos quantitativos.
O instrumento legislativo que aprovou e regula as actividades das Sociedades de Microcrédito e estabelece as bases para o seu exercício de supervisão das instituições é o Decreto Presidencial Nº 28/11, de 2 de Fevereiro.
Com base nestes e noutros instrutivos que emite, o Banco Nacional de Angola (BNA) segue o objectivo da preservação da moeda nacional, a estabilidade dos preços e a prosperidade das famílias angolanas.
Nesta conformidade, o Banco Nacional de Angola, no âmbito das suas competências, pretende fomentar, promover e acompanhar as operações de microcrédito assentes na responsabilidade social e na capacitação das sociedades de microcrédito, em parceria com as entidades religiosas.
Na concepção do BNA, vale referenciar que o microcrédito, embora seja um crédito de montante não elevado, comporta benefícios sociais e económicos de grande impacto para a economia angolana.
Entre os ganhos surgem a a criação de uma actividade sustentável capaz de gerar um excedente de rendimento, que compense o capital emprestado; o pequeno investimento que cria um negócio e o próprio emprego; a facilitação de empreendedorismo; a promoção da inclusão financeira; o incentivo à formalização da economia informal; o aumento da receita fiscal; a melhoria da qualidade de vida das nossas populações e a redução da pobreza, pela criação do emprego e rendimentos para as famílias.
Os dados anteriores sobre o tema dão conta que as instituições bancárias ligadas à actividade do microcrédito têm contribuído no aumento da geração de riqueza.
Uma das estratégias adoptadas e de forma acertada tem a ver com a parceria estabelecida com os centros de formação e organismos ligados ao empreendedorismo.