Apesar da grande oferta de bens alimentares de primeira necessidade nos supermercados, esta semana, os consumidores depararam-se com a escassez do leite líquido mimosa e Nido em pó em algumas unidades, caso do Kero (Morro Bento) e Alimenta Angola (Camama).

As últimas ofertas do produto colocavam o litro de leite a 320 kwanzas e a lata de 1.800 gramas a 4.931 mil kwanzas. Neste momento, os preços mantêm-se. Os consumidores consideram o preço como que elevado e há no ar receios sobre uma eventual subida.
Durante a ronda desta semana, o JE constatou que a falta do produto está a alimentar a existência de vendedores informais, que se colocam à porta dos supermercados e adquirem o produto para revenda, levando a que em fracção de horas os supermercados fiquem sem ele. Por exemplo, na Maxi, durante a nossa visita, constatamos a grande enchente de vendedores ambulantes, devido à promoção de alguns bens alimentares que está a ser feita por toda a rede deste supermercado, como são os casos de bolachas, óleo alimentar e açúcar branco, com uma queda de mais de metade do preço.

Clientes apelam à modernidade na forma de vender

Os supermercados que actuam no mercado angolano de distribuição ano após-ano esforçam-se em introduzir meios e sistemas modernos para atrair a clientela às suas lojas ou unidades de venda. Num mercado disputado fundamentalmente por cinco grupos, designadamente Kero, Maxi, Candando, Shoprite e Alimenta Angola, os esforços dos grupos Pomarbelo, Descontão, Angomart e da rede Bem Me Quer também alargam a oferta de serviços.
Na opinião, do consumidor Anderson António, depois de em tempos idos o Candando ter lançado a plataforma de autocarros para apoiar nas compras ao que se seguiu a apresentação de cartão presente, sendo que os outros já possuem os cartões de compras que acumulam pontos e dão bónus, era já sem tempo a introdução de plataformas electrónicas no apoio às compras. Para ele, há condições de o cliente encomendar via online, pagar por referência bancária e receber as compras em sua casa, sem ter de deslocar-se ao supermercado. “Era de facto inovador e uma evolução sem precedente”, considera.
Este desejo do nosso entrevistado também apoia a ideia de um gestor recém-entrevistado pelo JE, para quem tudo, hoje em dia, é feito através das plataformas digitais. “Ir ao banco, pagar serviços, etc, etc”.