Os clientes bancários, na semana de 3 a 10, que ficou marcada por ponte, feriados e só dois dias úteis de trabalho, movimentaram um valor de 44,2 mil milhões de kwanzas (140 milhões de dólares) em levantamentos, segundo dados da Empresa Interbancária de Serviços (EMIS).
Em transferências, os clientes movimentaram ainda 39,9 mil milhões de kwanzas (126,5 milhões de dólares). Já em pagamentos, foram feitas transacções de 5,4 mil milhões de kwanzas (17,3 milhões de dólares), respectivamente.
De acordo com os dados a que o JE teve acesso, no mesmo período (3 a 10 de Março), os Terminais de Pagamento Automático (TPA) realizaram 3,7 milhões de compras, traduzidas em dinheiro num valor de 41,6 mil milhões de kwanzas (131,5 milhões de dólares). Em pagamentos, os indicadores da Emis relatam 24.475 operações que equivalem a 61,1 milhões de kwanzas (193,2 mil dólares).
A semana de 3 a 10 de Março, além de ter os bancos a funcionarem só dois dias, viu também os titulares de contas bancárias a recorrerem às Caixas Automáticas, vulgo multicaixas, para efectuarem levantamentos, pagamentos, transferências, compras e outras operações.

Ronda aps multicaixas
Na ronda que este jornal efectuou na semana finda, constatou enormes enchentes nos multicaixas e em muitos casos caixas sem dinheiro disponível para atender a demanda causada pelos dias de recesso.
No caso da Centralidade do Kilamba, a reportagem verificou que os multicaixas registavam enorme pressão por procura. Com uma rede de cerca de 15 Caixas Automáticas, vulgo terminais de multicaixas no seu interior, além de quatro agências, um posto bancário e mais outros três balcões no interior do Xyami Shopping e no Pavilhão de Artes e Ofícios do Inefop, os quais disponibilizam outros sete multicaixas aos utentes, a urbanização soma, ao todo, 22 dispositivos de multicaixas.
Na altura, viu-se que a pressão por dinheiro, papel levou até a muitos automobilistas, sobretudo a recorrerem aos postos de abastecimento de combustíveis da localidade e proximidades, um procedimento habitual. Ali, além de abastecerem as viaturas, os clientes propõem ao bombeiro o recebimento de dinheiro físico sob acordo de uma contrapartida.
No mês de Dezembro de 2018, a Emis registou, em transacções nos multicaixas, um valor de 444 mil milhões de kwanzas feitos através de TPA e ATM.
O momento serviu também para verificar que o percurso de cerca de 60 quilómetros que liga o antigo controlo do Benfica, no município de Belas, à ponte de Cacuaco, ligação com a estrada direita de Luanda e que vai dar a Kifangondo, lá onde se dá a intercessão entre a Funda e o Bengo, começa a ter mais bancos disponíveis ao público. Há sensivelmente, um ano e meio as agências bancárias eram quase que inexistentes naquele trajecto. Por sinal, a via mais rápida de Luanda que serve também de saída entre o Sul, o Norte e o Sudeste da capital.
Recentemente, o Banco Angolano de Investimentos (BAI) aproveitou as estruturas da urbanização Boa Vida para disponibilizar uma agência e duas caixas automáticas. Entre os bancos de Fomento Angola (BFA) e o Internacional de Crédito (BIC), um deles também vai inaugurar em breve, mais um balcão nas proximidades do aldeamento Weza Paradise, onde encerrou a agência do Sol, mas prevalece a do Banco de Comércio e Indústria (BCI), na mesma infra-estrutura que comporta lojas, farmácia, agência de seguros e outros postos de venda de serviços. A dúvida se BIC ou BFA deve-se ao facto de os dois usarem quase que os mesmos traços no desenho dos balcões e os seguranças ali destacados desconhecerem de que banco se trata. Procuramos ouvir fontes ligadas aos dois bancos, mas que não souberam precisar-nos esta informação.
O certo é que todos juntos, somados aos outros balcões do Standard Bank, no Zango (0), BIC, na zona do Kikuxi com dois, igualnúmero do BPC, sendo um junto ao Instituto de Polícia “Osvaldo Serra Van-Dúnem” e outro na Pumangol da Zona Verde, mesmo local onde há ainda nas proximidades um Banco Sol e outro BFA, totalizam já onze (11) agências bancárias e mais de 20 caixas automáticas. Neste momento, permitem aos utilizadores daquela via rápida de Luanda um desafogo quando o assunto é depósito ou levantamento de dinheiro com ou sem cartão de multicaixa.

Cada vez mais recorre-se
aos multicaixas para compras

A utilidade destes pontos de atendimento foi mais uma vez testada nesta semana de pontes e feriados (segunda, terça e sexta), em que só quarta e quinta-feira houve atendimento presencial disponível nos serviços públicos e alguns operadores privados.
Na via expressa, o desvio de intersecção do Zango (0) é o local de maior visibilidade na evolução dos serviços. Bancos e outros pontos de atendimento público crescem, sobretudo com a implantação naquele espaço de supermercados, que levam consigo ou balcões de atendimento ou caixas automáticas.
Em oposição completa ao cenário de certa timidez com que os bancos se implantam na via expressa, a zona do Lar do Patriota mostra hegemonia. Em tão-pouco tempo, a urbanização ganhou um centro financeiro. No Patriota, estão implantados 14 bancos, num total de 16 balcões e mais de 30 caixas automáticas, vulgo multicaixas. Lá, os operadores BIC e BFA estão com duas agências cada e juntam-se ao Keve, BAI, Millennium Atlântico, Standard Bank, Económico, Caixa Geral Totta, BCI, BPC, Finibanco, BNI, Sol e BCA. O extinto Banc tem ainda uma estrutura física, mas já não atende o público, após retirada da licença de operações em Fevereiro pelo Banco Nacional de Angola.