A República de Angola conquistou por mérito próprio um lugar de realce no contexto das nações e por este motivo, vai continuar a pugnar pela manutenção das relações de amizade e cooperação com todos os povos do mundo, na base dos princípios de não ingerência nos assuntos internos e da reciprocidade de vantagens, cooperando com todos os países para a salvaguarda da paz, da justiça e do progresso da humanidade.
Foi com estas palavras que o Presidente da República, João Gonçalves Lourenço, apresentou, no seu discurso de investidura, as linhas para a nova cooperação internacional que o país pretende para os próximos cinco anos.

Cooperação africana
No que diz respeito às relações no continente africano, João Lourenço, garante que serão dadas prioridades aos países vizinhos, na base de relações de boa vizinhança e de cooperação mutua, dada a sua proximidade.
Para o novo Presidente, essas relações são importantes para a defesa, a segurança e o desenvolvimento da subregião austral, sem descurar claro, os países da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC), com os quais Angola partilha afinidades geopolíticas e interesses económicos.

União Africana e lusofonia
Com a União Africana, de acordo com João Lourenço, esta continuará a ocupar um lugar de suma importância para Angola e, por essa razão, o país deverá continuar a ser um dos maiores contribuintes no seu orçamento.
“Vamos conduzir uma política de aproximação aos países da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), com vista à troca de informações no domínio da segurança, para a prevenção e combate ao terrorismo”, garantiu.
O estadista reiterou ainda, a vontade de Angola manter o seu papel de actor importante na manutenção da paz na sua subregião, actuando de maneira firme nas organizações das quais faz parte.

África lusófona
Pela sua importância histórica e pela necessidade de continuar a cultivar os laços forjados no período da conquista e consolidação das nossas independências, João Lourenço, afirma que a relação com os Países Africanos de Língua Portuguesa (PALOP) vai estar sempre presente nas opções de cooperação multilateral.
“Trabalharemos no sentido de garantir uma maior presença de angolanos no sistema das Nações Unidas, na União Africana e nas organizações regionais, o que pressupõe uma maior aposta na formação e acompanhamento de jovens angolanos para futuras campanhas diplomáticas”, referiu.

País prioritários
No contexto ocidental, o novo Presidente da República, deixou acente que Angola dará primazia a importantes parceiros, tais como os Estados Unidos da América (EUA), a República Popular da China, a Federação Russa, a República Federativa do Brasil, a Índia, o Japão, a Alemanha, a Espanha, a França, a Itália, o Reino Unido, a Coreia do Sul e outros parceiros não menos importantes, com os quais pretende estreitas os laços de cooperação. “Esta relação deve ser feita na base do respeito pela soberania”, frisou.

Diplomacia económica
Quanto à diplomacia económica, na visão do Chefe- de-Estado, vai continuar a ser uma das mais importantes vertentes da política externa angolana, quer a nível estritamente económico e comercial do relacionamento bilateral, regional e multilateral, quer na promoção da imagem do país no exterior, tanto de expectativa da exportação de bens e serviços, como na captação de investimento directo estrangeiro para melhorar os actuais índices económicos.

Contactos com parceiros
João Lourenço afirmou ainda no seu discurso que será necessário reanalisar o papel que Angola pretende assumir na actual conjuntura regional e internacional, onde deve ser dada a primazia aos contactos com os parceiros interessados em investir no país, reforçando desta forma, a participação das representações diplomáticas angolanas na captação do investimento estrangeiro e na promoção do acesso ao conhecimento científico, técnico e tecnológico. Isso vai contribuir para que os empresários e industriais nacionais estejam mais presentes em África, com uma maior aposta no comércio regional e na produção interna para exportação.