Com o regresso às aulas ressurge uma velha discussão: a da escassez dos materiais escolares, sobretudo livros didácticos no circuito formal, pois as ruas estão cheias de kits para oferta só que a preços especulativos, considerando o rótulo “distribuição gratuita” que trazem os materiais do ensino primário.
Na baixa da cidade, por cada unidade chega a pagar-se 1.500 kwanzas, contra os mil que são cobrados mais para o Sul, imediações do Morro Bento, Benfica, ou mesmo módicos 300 a 500 kwanzas que se cobram um livro na zona do São Paulo, Distrito Urbano do Sambizanga, em Luanda.
Tal é a preocupação dos pais, que ao acompanharmos pelas redes sociais vão sendo sugeridas feiras de troca de livros, para estes um momento para que quem não mais precisa do material do ano anterior, consiga beneficiar-se da classe vigente e assim ninguém fica sem este ou aquele livro de que necessita.
Todavia, o hipermercado Candando, que por sinal já constrói e em avançado estado, a sua segunda unidade comercial, nas imediações do Talatona, tem em montra livros do II ciclo e das mais diversas disciplinas.
Por essa via, e tendo em atenção a cada vez mais reduzida frequências às secções de livros, podemos aventar a disponibilidade no mercado de quantidades suficientes para responder à procura e exigências do ano escolar que ainda vai no começo.