O custo dos serviços de transportação e distribuição dos bens alimentares é, neste momento, dos principais factores para que o preço final dos produtos seja ainda visto como caro no mercado interno.
Numa recente entrevista à Televisão Pública de Angola (TPA), o presidente da Associação de Empresas de Comércio e Distribuição Moderna de Angola (ECODIMA), Raúl Mateus, justificou que não basta o querer dos operadores, pois existe uma relação com outros agentes intervenientes na cadeia da distribuição e dos quais também depende o custo final do produto em oferta.
Ao que se constata, fazer chegar os alimentos pelas zonas do interior é um exercício onde todos se justificam pelas enormes dificuldades que têm de enfrentar no trajecto. Quando a entrega é por via das estradas, no mar ou no ar, quando por via de barcos cargueiros ou voos comerciais, os distribuidores têm de aplicar avultados recursos para fazer chegar este ou aquele produto aos municípios do interior, ali onde a rede de distribuição (por grosso e a retalho) está presente, isso incluindo as farmácias e demais agentes comerciais.
Dados recentemente disponibilizados davam conta que a Ecodima tem acima de 70 associados inscritos, representativo de 351 estabelecimentos comerciais. O volume de negócios dos associados, entre 2016 e 2019, foi de 276 mil milhões de kwanzas e mais de kz 100 mil milhões pagos em impostos, lê-se na Angop.