As compras do mês estão mais a pressionar o bolso dos consumidores como resultado dos ligeiros ajustamentos que os operadores formais, mas sobretudo os informais fizeram nos custode determinados produtos essenciais.
Nota-se, de momento, uma certa estabilidade nos preços de venda do açucar e do arroz, mas o mesmo não se pode referir ao feijão, peixe, ovos e, até mesmo no pão, que sem subir o preço perdeu peso e volume à vista do comprador.
Para comprarem-se 10 quilogramas de batata rena desembolsa-se nos quatro supermercados da tebala ao lado um mínimo de 2.850 kwanzas e máximo de 3.999. A par do leite em pó e do peixe corvina, só o preço de compra de 10 quilos de cebola supera os outros.
Entre os vendedores do segmento da distribuição por retalho, é verificável um certo equilíbrio nos custos, pois o diferencial entre uns e outros chegam a ser de cêntimos ou alguns parcos kwanzas, que depois recuperam-se neste ou naquele produto. Ou seja, os produtos dificilmente têm os mesmos preços nos quatro operadores, o que faz com que o cliente tenha de olhar para os seus hábitos de consumo ao decidir-se
sobre onde ir comprar.
A coincidência do custo do quilograma de fuba de milho (kz 294) e na água de mesa (kz 259) no Kero e Candando reflecte isso mesmo, uma raridade de casos em que os preços
de um batem com outro.
Tal cenário além de ser um possível travão ao consumismo também traz à tona a cada vez mais necessária opção de os consumidores saírem às compras com cálculos bem feitos e uma lista de orientação bem clara. Compras impulsivas fazem parte do passado e nada melhor do que dar uma olhada à tabela toda e depois decidir onde e o que comprar.