Quais as expectativas no mercado com a nova ministra das Finanças?

O Ministério das Finanças é um departamento ministerial estratégico em qualquer país na medida em que é o gestor do Orçamento Geral do Estado. A nomeação da nova ministra das finanças gera muitas expectativas no mercado tendo em conta a escolha feita pelo Titular do Poder Executivo. É uma aposta pela continuidade na medida em que Vera Daves já era secretária de Estado e conhece bem a casa e os principiais dossiers que estão em curso como “A Consolidação Fiscal, através do Programa de Estabilização Macroeconómica”; “O Programa de Financiamento Ampliado com o FMI”; “O Programa de Privatizações”; “A Implementação do IVA”, sem esquecer os “Skils” que traz das outras instituições onde trabalhou como a banca e a Comissão do Mercado de Capitais.

Face às reformas em curso, a nomeação representa um sinal de confiança ou de receios para os investidores?


Em qualquer país do mundo, quando ocorre alguma alteração da pasta das finanças, tem sempre repercussão nos mercados e, consequentemente, pode gerar incertezas nos investidores em função do comportamento da Bolsa de Valores. Entretanto, considerando que o nosso mercado de capitais ainda está numa fase incipiente e a nossa Bolsa de Valores nesta fase inicial está a transaccionar somente Títulos de Dívida Pública, considero que esta mudança do titular da pasta das finanças representa um sinal de confiança e não deverá provocar receios nos investidores.

Que medidas de curto e médio prazos devem ser priorizadas pela nova ministra das Finanças?


As medidas que deverão merecer a especial atenção da nova ministra no curto prazo são aqueles que constam no Plano de Estabilização Macroeconómica com destaque para a consolidação fiscal por via do alargamento da base tributária e diversificação das fontes de receitas públicas, uma atenção redobrada na gestão da dívida pública, dentre outras, já no médio prazo as medidas que constam no Plano de Desenvolvimento Nacional (PDN 2018-2022) com destaque para as medidas conducentes à retoma do crescimento económico, ou seja, continuar com as medidas que vinham sendo implementadas com vista a atingir maior eficácia e eficiência nas políticas públicas para a melhoria das condições de vida dos angolanos.