O mercado primário de títulos transaccionou, em Novembro, um total de kz 126,43 mil milhões, dos quais 94,80 por cento correspondem a Obrigações do Tesouro (OT) e o remanescente a Bilhetes do Tesouro (BT). O total transaccionado representou um aumento de 22,16 por cento em relação ao mês anterior e uma redução de 65,07 em relação ao período homólogo.
No que concerne ao montante de títulos transaccionados no mercado secundário da dívida (BODIVA), este situou-se em Kz 77,41 mil milhões, dos quais kz 61,05 mil milhões transaccionados no mercado de bolsa de títulos do Tesouro e kz 16,35 mil milhões no mercado de registo de operações sobre valores mobiliários (MROV).
No mês de Novembro de 2018, as taxas de juro dos eurobonds angolanos nas maturidades de 10 anos, com vencimento em 2025 e 2028, aumentaram em 0,8 e 0,58 pontos percentuais (p.p) para 8,25 e 8,73 por cento.
Relativamente à emissão a 30 anos, com vencimento em 2048, a taxa de juros aumentou em 0,4 p.p, para 9,64 por cento. Este comportamento reflecte em grande medida o impacto da queda dos preços do petróleo nos mercados internacionais sobre as expectativas dos investidores relativamente ao risco do país, particularmente a capacidade do Estado angolano honrar com os seus compromissos financeiros. No entanto, apesar das taxas de juro terem registado um aumento ao longo do mês, durante a última semana do mês, observou-se um movimento contrário, que provavelmente, estará associado ao facto dos investidores terem visto com bons olhos o anúncio por parte do Governo da melhoria do saldo fiscal que poderá passar de um défice de 6,2 por cento do PIB em 2017 para 0,4 em 2018 e um excedente de 1,5 em 2019.

Actividade Económica
Dados mais recentes sobre o Indicador de Actividade Económica (IMAE) apontam que no mês de Novembro de 2018, a actividade económica em Angola deteriorou-se, mantendo a tendência contraccionista que se vem observando desde o mês de Janeiro de 2016.
Deste modo, no período em referência, o indicador apresentou uma taxa homóloga de crescimento de -6,66 por cento, face à observada no mês anterior (-5,80%), justificada principalmente pelo desempenho negativo do sector petrolífero que contraiu 12,38 em termos homólogos. De destacar que a desaceleração do IMAE não petrolífero resulta, sobretudo, da evolução desfavorável das actividades de fabricação de cimento e clinkers, produção de bebidas, comércio e electricidade.