As soluções de microcrédito na banca angolana são cada vez mais apreciadas e já revelam alguma preferência das famílias e organizações no momento de optarem pela busca de financiamento.
De acordo com os dados que o Banco Nacional de Angola (BNA) disponibilizou, recentemente, de 2008 a maio deste ano, a carteira de crédito concedido passou de 500 milhões para o 9,1 mil milhões de kwanzas. Já o número de clientes subiu de oito para os 126 mil.
A vice-governadora, Ana Paulo do Patrocínio Rodrigues, de acordo com o BNA na sua página de internet, que discursou na abertura da formação sobre microcrédito para as entidades religiosas inscritas no Conselho das Igrejas Cristãs em Angola (CICA), disse que o banco central elaborou um plano para a promoção e dinamização do microcrédito e do Crédito Pessoal em Angola.
Este mesmo plano, conforme a responsável, visa garantir o acesso aos serviços básicos, às facilidades de formação e capacitação, a criação de auto-negócio, de microempresas, e ao microcrédito.
Lembrou que existem também no sistema financeiro angolano, quatro (4) bancos que exercem actividades de microcrédito, designadamente BPC, BCI, Banco Sol e o BAI Micro Finanças.
Por outro lado, disse ainda que em 2008 e Maio de 2017, o número de instituições financeiras autorizadas aumentou de 1 para 33; o número de instituições financeiras em actividade de um para sete e o número de agências de seis para 113.
Os dados refrenciados dão conta que em Angola, o microcrédito surgiu em 1999 através do programa governamental que foi destinado, numa primeira fase, às famílias vítimas da guerra.
A primeira instituição de microcrédito formalmente constituída em Angola em 2008, foi a Kixicrédito, a maior, em termos de distribuição geográfica no território nacional.
A Kixicrédito é também a parceira do Banco Nacional de Angola na organização das acções de formações nesse âmbito.