O projecto mineiro siderúrgico de Kassinga (PMSK), vocacionado para exploração do minério de ferro, reactiva a partir de 2020, e é considerado uma peça importante para a diversificação da economia nacional, de acordo com o Decreto Presidencial de 23 de Outubro, publicado em Diário da República. Localizado na província da Huíla, o referido projecto cujas actividades tinham sido suspensas nos anos 70, prevê numa primeira fase a criação de mil postos de trabalho, de acordo com o presidente da empresa internacional, Tosyali Irone & Steel Angola S.A, Fuat Tosyali, aquando da assinatura do contrato de investimento, na 1ª Conferência e Exposição Internacional sobre o Sector Mineiro. De acordo com o presidente, a Tosyali Holding prevê, numa primeira fase, sem avançar o tempo preciso, o investimento na instalação industrial e na reactivação da mina, para depois dar início à produção de ferro e aço, que é a fase industrial. “Vamos fazer de Kassinga um valor acrescentado para o desenvolvimento económico e social de Angola. Os estudos de prospecção que aprofundam o conhecimento sobre os recursos e as reservas na área já foram efectuados e os trabalhos deste projecto começam a ser feitos já em Janeiro de 2020”, garantiu. Avançou ainda que já se encontra em fase de conclusão a construção de um posto de armazenamento na província do Namibe, local onde se pretende transportar o material produzido. De origem turca, a Tosyali Holding já actua neste segmento, tendo aplicado investimentos na Argélia, onde está instalada uma das maiores fábricas de aço e ferro, que é exportado em vários países.

Exploração sustentada
O Presidente da República exprimiu, na quarta-feira, em Luanda, o desejo das actividades mineiras no país serem desenvolvidas de maneira sustentável, com respeito ao ambiente e em permanente diálogo com a sociedade e, em especial, com as comunidades directamente afectadas.
Ao discursar na abertura da primeira Conferência e Exposição Internacional sobre o Sector Mineiro, João Lourenço enfatizou o desejo das actividades mineiras no país serem desenvolvidas de maneira sustentável, com respeito ao ambiente e em permanente diálogo com a sociedade e, em especial, com as comunidades directamente afectadas.
Alertou as empresas que obtiveram estes direitos minérios a cumprir com as suas obrigações inerentes aos contratos assinados e executar as acções previstas, cumprindo os programas de investimento que assumiram, pelo sector ser considerado um dos motores da economia nacional.