O ministro das finanças, Archer Mangueira, destacou a crise económica e cambial, que teve início em 2014, como justificativa para a reformulação das instituições financeiras do país.
O governante teceu essas considerações na cerimónia de empossamento dos distintos responsáveis de instituições financeiras e bancárias nacionais, que decorreu nas instalações do Ministério das Finanças.
Face ao quadro macroeconómico difícil que o país enfrenta, Archer Mangueira disse que é imperioso que, em cada um dos casos, as administrações definam e vejam sufragadas pelo Executivo as estratégias e os planos de actividade que sirvam de suporte e sejam factores alavancadores da estratégia global do Executivo para os sectores económico e financeiro.
“Este alinhamento entre a estratégia global do Executivo e a estratégia específica de cada uma das instituições financeiras públicas é essencial, pois só assim seremos capazes de realizar as transformações de que a nossa economia e o nosso país carecem” , afirmou o governante.
O responsável acrescentou que os órgãos sociais, particularmente os conselhos de administração, devem funcionar de acordo com os estatutos das instituições e as regras e boas práticas de governação corporativa.

Recomendações

No âmbito das estratégias globais do Executivo para os sectores económicos, Archer Mangueira disse que o BPC deve apostar na angariação de financiamentos para o investimento em infra-estruturas, na potenciação do tecido empresarial privado nacional e na massificação do acesso à banca.
O ministro das finanças disse que o banco deve ainda dar celeridade às medidas de saneamento, com destaque à reversão nas despesas com contratos e à redução das despesas fixas.
À CMC deve exercer o seu papel de supervisão, fiscalização e promoção do mercado de capitais, com cada vez mais competência. “Por isso, o organismo deve contribuir para um aprofundamento do mercado de valores mobiliários, que faça gerar novos segmentos de mercado e novos títulos. Esses devem ser particularmente ajustados à promoção de investidores e de investimentos , sustentou o governante.
Archer Mangueira afirmou que, no actual momento económico e financeiro do país, precisa-se de investimentos como de “pão para a boca”.
Quanto à Administração Geral Tributária (AGT), o ministro afirmou que o presidente do Conselho de Administração tem a missão de tornar a instituição cada vez mais moderna, eficiente e eficaz na implementação da política fiscal definida pelos órgãos competentes do país. “por isso, deverá ainda alargar a base tributária, combatendo a fraude e a evasão fiscal e estimulando a actividade económica, com cada vez mais proximidade com os contribuintes e sem sobrecarregar demasiado as
famílias e as empresas”, disse.
Por fim, Archer Mangueira alertou ao Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA) para ser um parceiro principal para projectos relacionados com o relançamento da economia real e o desenvolvimento empresarial de longo prazo.
Na cerimónia, tomaram posse os membros dos conselhos de administração do Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA), do Banco de Poupança e Crédito (BPC), da Comissão do Mercado de Capitais (CMC) e da Administração Geral Tributária (AGT).