Os multicaixas continuam a registar enorme pressão por procura de dinheiro, com realce para os dias de feriado ou fins-de-semana.
A exemplo disso, a Centralidade do Kilamba, em Luanda, conta até ao momento com uma rede de 15 caixas automáticas, vulgo terminais de multicaixas no seu interior, além de quatro agências, um posto bancário e mais outros três balcões no interior do Xyami Shopping e no Pavilhão de Artes e Ofícios do Inefop, no Kilamba. Estes também disponibilizam outros sete multicaixas aos utentes.
Ao todo, somando os dispositivos de dentro da cidade e os que estão nas margens, o Kilamba é servido por um total de 22 multicaixas.
Nos dias de ponte e feriados, observados esta semana (segunda, terça e sexta), foi notória a procura por notas/dinheiro papel pelos cidadãos, que deixaram, em poucas horas, as caixas sem notas disponíveis.
A pressão por dinheiro papel levou até a muitos automobilistas, sobretudo a recorrerem aos postos de abastecimento de combustíveis da localidade e proximidades, um procedimento habitual. Ali, além de abastecerem as viaturas, os clientes propõem ao bombeiro o recebimento de dinheiro físico sob acordo de uma contrapartida.
Dados mais recentes da Emís, disponibilizados à Angop no Huambo por um dos seus responsáveis, davam conta de estarem em serviços, até Maio de 2018, 3.095 terminais multicaixas, com Luanda a albergar 1.602, numa média de 24 ATMs por cada 100 mil habitantes.
Os indicadores da Emís mostram que estão actualmente registados 6,39 milhões de cartões multicaixas válidos, mas apenas 4,57 milhões de cartões activos (com um movimento).
Em Dezembro de 2018 registou-se em transacções nos multicaixas um valor de 444 mil milhões de kwanzas feitos através de TPA e ATM, segundo dados da Emís que a IT Angola fez referência.