O nível de liquidez em moeda estrangeira nos bancos comerciais está reposto, neste momento, e isso permite aos utentes movimentarem as contas com mais facilidade como, de resto, instituem as normas em vigor. Após estas afirmações do governador José de Lima Massano, em entrevista à Rádio Nacional de Angola, o mercado aplaudiu. O governador assegurou tais declarações com base numa verificação prévia realizada junto dos operadores bancários, para certificar a aptidão do sistema e corresponder ao rigor da decisão, na notícia retomada pela Angop. “É muito provável que, num ou noutro balcão” dos mil e 500 que os bancos comerciais implantaram, se observassem dificuldades nestes primeiros dias posteriores à prevalência da medida difundida na última sexta-feira. “Tivemos o cuidado de fazer uma abordagem prévia com os bancos comerciais”, disse, reforçando a efectividade e o elevado grau de certeza da medida, quando indagado acerca de utentes que declararam não haver disponibilidade de divisas nos bancos. José de Lima Massano apelou aos clientes dos bancos comerciais que se, se depararem com a alegação de dificuldades na execução das operações que ordenarem sobre as suas contas em moeda estrangeira comunicassem ao BNA. Passados dias, embora note-se algum aligeirar das “vaidades” no interior de muitos balcões, o facto é que aos clientes continua-se a exigir a apresentação de documentos de viagens ou comprovativo de assistência a familiares directos no exterior.

Sector regista uma subida crescente do seu
activo motivada pelos títulos

O activo do sistema bancário, em Dezembro de 2018, atingiu uma cifra de Kz 13,10 biliões, um aumento de Kz 2,88 biliões (28,14%) face a período homólogo, motivado, principalmente, pelo aumento de títulos e valores mobiliários, assim como das aplicações em bancos centrais e em outras instituições de crédito em 27,84 e 79,92 por cento, respectivamente. Com a depreciação do kwanza face ao dólar norte-americano no mercado de referência, ocorrida no início do ano de 2018 como resultado da implementação do novo regime cambial, os activos denominados em moeda estrangeira valorizaram, tendo aumentado em 62,43 por cento face a período homólogo, representando 48,00 por cento do activo total. Os activos em moeda nacional aumentaram em 7,24 por cento e apresentaram um peso de 52,00 sobre o total.Prevalece o menor apetite ao risco por parte das instituições financeiras bancárias, mantendo-se a tendência crescente do financiamento ao Estado, por via dos títulos e valores mobiliários, apresentando, no período em análise, uma representatividade no total do activo de 33,93 por cento em detrimento das aplicações em créditos, que representavam 31,74. O último relatório e contas do BNA diz ainda que, no período em análise, a carteira de crédito bruto totalizou kz 4,16 biliões, um acréscimo de 14,97 por cento comparativamente a período homólogo. Em termos de moeda, o crédito em moeda nacional aumentou em kz 128,59 mil milhões (4,49%) face a período homólogo, correspondendo a um peso de 71,89 por cento do total da carteira, enquanto o crédito em moeda estrangeira aumentou em cerca de kz 412,76 mil milhões (54,58%), representando 28,11.