As zonas de abate de carnes dos supermercados são das que recebem procura fora da normalidade semanal aos finais de semana
(sexta, sábado e domingo).
No cardápio das famílias vê-se logo que os pratos de carne concorrem com os de peixe na preferência do consumo.
Já vão longe os dias em que se comprava o quilograma de carne fresca de bife ao preço de 800 kwanzas.
Difícil é acredfitar que, na Região Sul, houve quem bem se aproveitou da seca e da transumância do gado para comprar “cabeças” ao preço módico de 10 a 25 mil kwanzas e formar o seu curral por “bagatela”.
No dia-a-dia, o gosto pela carne fresca ou abatida, como queiramos e no mais usual do nosso “linguajar”, continua a ser uma preferência de poucos, pois o preço sobe nos supermercados e matadouros como do Km 30 de Viana ou Bela Vista do município de Belas.
Nos quatro supermercados do nosso levantamento semanal de preços (ver quadro ao lado), é notória
o equilíbrio dos preços.
Variáveis entre os 1.890 aos 2.390 kwanzas, o preço nos matadouros está em 2.000. Apesar de assumirem a constante e permanente vistoria das autoridades sanitárias, os matadouros dizem ser prejudicados por uma campanha para denegrir a sua imagem
no quesito “salubridade”.
Curioso é que em Março de 2018 os preços eram de kz 2.649 a 2.990,00. Em Janeiro desse ano, o preço mínimo era de 2.199 e o máximo de 3.299 kwanzas. Ou seja, os preços baixaram, mas o custo de vida subiu e as preferências de consumo mudaram-se para
opções mais económicas.