Agricultura, indústria transformadora,obras públicas, comércio, turismo e mais outros são os sectores prioritários à criação de postos de trabalho.


Os sectores da agricultura, obras públicas, comércio, turismo, transportes e indústria transformadora propõem-se a contribuir para a manutenção ou superação dos níveis de emprego alcançados desde 2009, em cumprimento de uma orientação traçada nesse sentido pelo Executivo. De acordo com o programa de governação para o biénio 2011/2012, que visa promover a melhoria das condições de vida da população, o surgimento de novos empregos deverá manter-se no nível alcançado desde 2009, o que representa cerca de 300 mil postos de trabalho.

Neste sentido, vão-se desenvolver acções para a criação de novas empresas, e, consequentemente, de mais postos de trabalho. A medida visa a redução das assimetrias regionais, o que, aliás, consta do plano nacional que igualmente tem traçado a estratégia do desenvolvimento sectorial.

Aposta no empreendedorismo

Outra linha forte do programa do Executivo para este ano é a aposta no empreendedorismo, cuja meta será igualmente a expansão do emprego em diversos sectores.

Além disso, e no mesmo âmbito, há ainda as acções a serem implementadas para a promoção do desenvolvimento humano, o combate à pobreza, o desenvolvimento rural integrado e a competitividade nacional.

Com o objectivo de melhorar a gestão pública e a distribuição da renda, o Plano Nacional 2011/2012 contém ainda os ajustes como resposta ao impacto da crise financeira e económica internacional.

O documento foi elaborado tendo em conta o actual momento que se vive a nível global, e as suas bases assentam no imperativo de se estimular o emprego.

O Plano Nacional, cujo quadro macro-económico esperado prevê um crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) de 7,6 por cento, a preço do mercado, de acordo com os pressupostos de melhoria do sector petrolífero (preço médio do crude a 68 dólares), e produção de 1.900 milhões de barris por dia, e dos demais sectores produtivos internos, deve também contribuir para o aumento do nível de emprego. Por isso, o Programa de Investimentos Públicos (PIP) para 2011/2012, cujo valor é de 16 mil milhões de dólares, contempla aproximadamente dois mil projectos nas mais diversas áreas, e presta uma atenção especial aos projectos municipais de combate à pobreza e de promoção do desenvolvimento rural. Neste âmbito, prevê afectar a construção e reabilitação de equipamentos sociais no domínio da saúde de 45 por cento dos recursos disponíveis e 35 à construção e reabilitação de vias de circulação.

Indústria transformadora

Nos últimos anos, os sectores da agricultura, obras públicas, comércio, turismo, transportes e indústria são os que mais postos de trabalho têm criado.

Em 2009, esses segmentos criaram 330 mil novos postos de trabalho, contra os 320 mil inicialmente previstos.

A repartição desses empregos abrangeu os sectores da administração pública, agricultura e pescas, obras públicas, indústria, comércio, turismo e hotelaria.

Dos sectores acima referidos, a indústria é o que vai transformar a economia de Angola, por se perfilar como o que criará maior número de empregos bem remunerados. No programa de governação do Executivo, a indústria transformadora, cujos indicadores mostram uma estimativa de criação de emprego de 9,6 por cento, atingirá este ano uma taxa de crescimento de 32 por cento, e terá um crescimento de 35 por cento, prevendo-se a criação de empregos na ordem de 23 por cento.

Alguns projectos iniciados em 2009, que visam o melhoramento das condições infra-estruturais dos pólos industriais de Viana (Luanda) e Bom Jesus (província do Bengo) e a continuação da construção das infra-estruturas do pólo de desenvolvimento industrial de Fútila, na província de Cabinda, devem ainda a continuar a criar empregos para a indústria transformadora.

Do mesmo modo, o arranque dos pólos de desenvolvimento do Soyo, Matala, Tombwa, Catumbela e Caála, bem como dos estudos preliminares para a criação dos pólos de desenvolvimento do Kunje, Dondo, Negage/Sanza Pombo, Catoca e Cassinga.

Desde 2005, a criação de emprego na indústria tem crescido consideravelmente, situando-se na ordem dos 11 mil postos de trabalho por ano.

De 2005 a 2010, melhorou o ambiente geral em que as actividades económicas se desenvolveram, sendo que os ramos que mais têm registado crescimento são os das bebidas, papel, química, plásticos, minerais não metálicos, e máquinas e aparelhos eléctricos.

Também têm registado um franco crescimento os ramos da alimentação, madeiras e confecções.

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