As consequências provocadas pelo novo coronavírus, epidemia com origem em Wuhan, na China, são, além de humanas, também económicas.
O foco está centrado na China, mas as consequências são mundiais, com várias multinacionais a sofrerem o impacto provocado pelas restrições e medidas de contenção para evitar a propagação do vírus.
Os sectores mais afectados são de viagem e turismo, electrónica, indústria e consumo. As viagens e turismo são prejudicadas pela quarentena em dezenas de cidades. Várias companhias aéreas, incluindo a Air France, British Airways, Air Canada, Lufthansa ou Delta, suspenderam os voos para a China continental. Com sede em Hong Kong, a Cathay Pacific anunciou quarta-feira que pediu a 27 mil funcionários para tirarem três semanas de licença sem vencimento. No sector dos cruzeiros MSC Cruises, Costa Crociere e Royal Caribbean pediram aos seus navios para não fazerem escalas na China.
Há o risco de virem a ser afectados os fabricantes de “smartphones”. A Apple indicou que está a trabalhar em planos para compensar a baixa produção dos seus fornecedores na China. A sul-coreana LG Electronics cancelou a sua participação no Mobile World Congress, um evento sobre o “smartphone” e a Huawei ainda não indicou se vai participar na exibição de Barcelona, de 24 a 27 de Fevereiro.
A cidade de Wuhan, que está no epicentro da epidemia, é uma placa giratória para os grandes construtores de automóveis norte-americanos, europeus e asiáticos. A Hyundai Motor indicou que suspendeu toda a sua produção na Coreia do Sul, devido às dificuldades no fornecimento de peças provenientes da China.
A fabricante de veículos eléctricos Tesla reconheceu que a epidemia pode afectar a produção na sua nova fábrica de Xangai, com potenciais efeitos nos resultados do primeiro trimestre.
No domínio da aeronáutica, a Airbus encerrou, até nova ordem, a sua linha de montagem do modelo A320 em Tianjin, perto de Pequim.
A cadeia de cafés Starbucks, para a qual a China constitui o segundo mercado mundial, encerrou metade dos 4