O ritmo no atendimento que se verifica nos caixas dos supermercados é determinado, na maioria das vezes, pelo fluxo de clientes e capacidade de lidar com a pressão por parte de quem atende.
No shoprite do Morro Bento, em Luanda, na concorrida rua do Kikagil, Anabela Simão, nome fictício, adoptado face à política da loja de só permitir entrevistas aos funcionários sob seu acompanhamento presencial, contou-nos do seu dia-a-dia.
A jovem de 25 anos, funcionária há dois, admite ser estressante em demasia.
“Às vezes, tens de suportar muitas faltas de respeito. Há clientes que pensam que o seu dinheiro basta e justifica tudo”, explica.
Anabela Simão, apesar do salário que considera baixo, tendo em conta o custo de vida hoje, trabalha com satisfação e valoriza a máxima de que “o cliente é o Rei”. Por essa razão, prepara-se física e espiritualmente para lidar, diariamente, com a clientela, que em épocas de saldos e preços baixos nos principais produtos afluem à loja e às vezes não querem observar determinadas regras impostas pela gerência.
Por exemplo, conta, às vezes as revendedoras trazem grupos e até crianças para levarem os produtos em promoção.