Os critérios adoptados pelo Banco Nacional na concessão de divisas ao mercado e os ajustes fiscais introduzidos pelo Ministério das Finanças com o propósito de alargar a base de receitas do Estado são duas áreas em que o Banco Mundial identificou clara evolução no quadro da gestão da política económica do Executivo angolano.
No encontro de ontem, em Luanda, com a equipa económica, o director executivo do Banco Mundial (BM), Fábio Kantczuk, mostrou-se impressionado, com as políticas que estão a ser implementadas em vários domínios, incluindo os das privatizações de unidades industriais, de relançamento do sector privado, combate à corrupção e melhoria do processo competitivo.
Fábio Kantczuk admitiu que, neste momento, estão a ser aplicadas as melhores e mais correctas ideias e que podem resultar na melhoria da qualidade de vida dos cidadãos.
“Não temos dúvidas que são as políticas económicas mais correctas. Ficamos muito bem impressionados com a precisão da Equipa Económica de Angola. Mas é importante lembrar que as coisas não ocorrem de forma instantânea, só depois de algum tempo, aos poucos a população vai acabar por perceber os ganhos que daí hão-de vir”.
Conforme admitiu, apesar dos investimentos já realizados no país, a instituição financeira de nível mundial, coloca-se disponível a cooperar e ajudar Angola nos sectores onde quer que seja, desde o aumento da produtividade da agricultura, auxílio ao relançamento do sector produtivo privado, nos estudos conjunto com o Instituto Nacional de Estatística (INE). Numa cooperação de ajuda sem limite máximo financeiro para estes sectores.
“O processo de diversificação da economia em curso no país, desde 2017, constitui a via mais correcta para que o país deixe de depender do sector petrolífero. “Isto não acontece de forma rápida, nem será fácil, vai demorar alguns anos para se tornar uma realidade”, disse.

O ministro das Finanças, Archer Mangueira, reúne-se, hoje, em Luanda, com o director executivo do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD).
Wifild Aboila está em Luanda, para discutir com o Governo de Angola sobre o Programa de Apoio Orçamental do BAD.
Sem ser a primeira vez, já em 2014 o BAD um apoio ao orçamento de mil milhões de dólares em 2014, e 3 mil milhões com uma carteira de projectos de mais de 800 milhões de euros, o BAD presta apoios em áreas como a distribuição de energia e nas infra-estruturas de transportes, mas para o ano a prioridade vai para a agricultura e as infra-estruturas, nomeadamente energia e estradas. “Na energia queremos contribuir, a partir do próximo ano, para a requalificação da rede de distribuição, num investimento de mais de 100 milhões de dólares, mas o valor final depende dos resultados do estudo prévio e também da nossa capacidade para atrair fundos de outros parceiros.
O JE sabe que depois da reunião com Wifild Aboila, o ministro Archer Mangueira deverá receber, em audiência, o vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças de Cabo Verde.
Com Olavo Correa, os dois Estados deverão avaliar os níveis de cooperação económica e avaliar as oportunidades que ambos os mercados têm ainda por explorar.
Olavo Correa vem a Luanda dias depois de a Taag ter retomado às ligações com o seu país.