A oferta de moeda no mercado bancário mantém-se controlada,  face às políticas implementadas pelo Banco Nacional de Angola (BNA), das quais resultou a queda sucessiva da taxa de inflação. Esta posição foi defendida, nesta quarta-feira (11), pelo vice-governador do Banco Nacional de Angola (BNA), André Lopes, quando discursava, em Luanda, na abertura do 5º fórum da Associação Angolana de Bancos (ABANC).

“A evolução controlada da oferta monetária, a variação da taxa de câmbio e outros valores relacionados com o ambiente económico mundial e a continua redução da taxa de inflação enquadram-se nos objectivos de política macroeconómica do Executivo que consta no plano nacional de desenvolvimento”, disse.

De acordo com André Lopes, a taxa de inflação decrescente promove um ambiente propício ao crescimento do investimento ou da formação bruta do capital fixo, tendo defendido que o BNA deverá continuar a actuar no sentido de controlar os preços e, deste modo, possibilitar a manutenção das condições económicas do país.

Ainda segundo o vice-governador do BNA, uma melhor distribuição do rendimento passa por um maior acesso das famílias ao sistema bancário assim como medidas  dirigidas aos pobres e desfavorecidos em particular às populações rurais.

Por outro lado, destacou também que o crescimento acumulado do crédito em 2013 foi de  seis por cento até 31 de Outubro deste ano, tendo o crédito concedido em moeda  nacional crescido em 14 ao passo que em moeda estrangeira contraiu cinco.

“Para a consolidação desta confiança, será importante a estabilidade cambial. O nosso kwanza tem variado dentro de uma banda que consideramos não pôr em risco a estabilidade macroeconómica”, assegura.

André Lopes disse ainda que de Janeiro a Novembro deste ano, o kwanza depreciou 1,63 por cento no mercado primário e 1,62 no secundário, respectivamente.

Evolução
O presidente da Associação Angolana de Bancos (ABANC), Amílcar Silva, considerou que a banca está a atravessar um momento importante a nível nacional, onde se identificam duas tendências cujos efeitos e oportunidades não se pode, nem se devem deixar escapar.

Sendo evidente a necessidade de implementar programas para o esforço organizativo e funcional dos bancos, Amilcar Silva disse ser fundamental o aumento da colaboração institucional dos diferentes organismos do Estado que actuam e interagem com a actividade bancária e financeira.