As contribuições dos empregadores do Estado inscritas no Orçamento Geral do Estado de 2018 para a segurança social estão avaliadas em 88.340.602 mil milhões de kwanzas, representando 0,9 por cento do orçamento geral.
Os empregados das 18 províncias vão contribuir para a reforma com um 33,335 mil milhões de kwanzas.
No entanto, as verbas não serão canalizadas todas para o Instituto Nacional da Segurança Social (INSS), sendo unicamente para os empregados civis.
Para os militares, o regime é outro, apesar de o Estado canalizar directamente aos órgãos militares afins, no caso para as Caixas de Segurança Social dos Ministérios da Defesa e do Interior.
Para o primeiro, o OGE aloca 18.907 mil milhões de kwanzas e o segundo 20.226 mil milhões de kwanzas. Para os empregados do Ministério dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria terá 14,952 milhões de kwanzas (0,72 por cento) de 2.071.581 para a rubrica por despesa de natureza económica).

Conselho de Ministros Serviços Militares
Ainda inclui os serviços de inteligência e segurança do Estado (3,105 mil milhões de kwanzas), Segurança Militar (41,753 milhões de kwanzas) e Inteligência Externa com 56.462. As instituições estatais (Ministérios, Presidência da República, CNE, Igae, PGR, Conselho de Ministros) darão à segurança social até finais do ano uma verba de 55 mil milhões de kwanzas.
Com excepção dos órgãos militares, o Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos é o que mais vai contribuir para a segurança social com 1,840 mil milhões de kwanzas, depois vêm as Finanças (1,294) e Relações Exteriores com 1.029, enquando Luanda é a líder das províncias com 6,039 mil milhões de kwanzas, a seguir vem Benguela e Huambo com 3,222 e 3271 mil milhões de kwanzas, respectivamente.
Esta semana notificou-se que o Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) paga, por mês, 13 mil milhões de kwanzas a 142.548 pensionistas a nível do país, dos quais 35.529 são mulheres, segundo informou o secretário de Estado do MAPTSS, Manuel Moreira.
O governante disse em entrevista à Angop que a Segurança Social está a cumprir com o seu objectivo, que é pagar as pensões a todos os trabalhadores e, por via disso, aos seus familiares que, ao longo do percurso da vida laboral, fizeram as devidas contribuições e inscrições.
A Segurança Social possui 145. 201 empresas ou contribuintes inscritos, controla 1.667.814 segurados e paga pensões a 142.548 pensionistas. Em relação aos contribuintes, existem os sectores público e privado, bem como uma série de empresas de diversos ramos.
Existem 99.322 pensionistas do género masculino, 35.529 do género feminino e segurados, um milhão 644 homens e 503.877 mulheres.

Parceria com BPC
O país possui mais homens trabalhadores do que mulheres.
Os mecanismos de atendimento dos pensionistas ao nível dos bancos não é satisfatório, disse. Falou da parceria existente com o Banco de Poupança e Crédito (BPC), que é público, que, em sua opinião, “não tem feito um bom atendimento conforme a orientação do Titular do Poder Executivo”. Defendeu, por isso, a descentralização desses serviços para outras unidades bancárias existentes no país.
De Janeiro a Fevereiro deste ano, 22 mil pessoas fizeram a prova de vida.
A pensão por velhice cobre 20 por cento do total das demais existentes. Esclareceu que o processo tem importância para se poder aferir a existência dos reais beneficiários. Despesas com pessoal.
Em relação às despesas com o pessoal nas províncias representa 446, 2 mil milhões de kwanzas. Luanda lidera igualmente com uma verba de 83,945 mil milhões de kwanzas, a segeuir Benguela com 48,8 mil milhões de kwanzas. Huambo e Huíla seguem depois com 42 mil milhões de kwanzas cada.
O conjunto dos 42 órgãos do Estado (incluindo a Presidência da República e os Tribunais), que dependem do Orçamento Geral do Estado, os sectores da Defesa e Interior têm o maior volume nas despesas com o pessoal, tendo os dois, uma verba de 1.240.450 triliões de kwanzas, o equivalente a 5.766 mil milhões de dólares (12,80 por cento do valor de 9.685.550.810.785 do total do OGE 2018).