A redução dos preços de alguns produtos da cesta básica representa um alívio para as famílias. Os preços dos produtos e, principalmente, os de primeira necessidade, casos do açúcar, arroz e óleo, sofrem alterações todas as semanas. Tais oscilações às vezes são motivo de alegria para muitos consumidores. Do levantamento feito , desde o princípio deste mês, nos cinco (5) dos principais supermercados de Luanda, o leite em pó, o frango, a cebola e a batata rena são os que mais sofreram alterações. A título de exemplo, a cebola no supermercado Máxi mantém o preço de 5.490 kwanzas há mais de três semanas, mas no informal oscila entre os quatro e 4,500. Já o leite em pó continua a ser comercializado ao preço de Kz 5.699 no Shoprite de Luanda-Sul, mas são 3.600 no Alimenta. A reportagem do JE constatou que, apesar de alguns preços ainda afectarem a renda mensal das famílias em alguns produtos da cesta básica, houve também uma grande redução de forma permanente nos produtos como a massa alimentar, o arroz, o açúcar, o óleo alimentar, a carne bovina, o trigo, a fuba de bombó e os enchidos.

Tomate está mais caro nos mercados de luanda
Devido à escassez de entrada do tomate na capital, os preços no mercado informal dispararam, nos últimos dias, se comparado com os de há dois meses. Numa ronda efectuada pelo JE em vários mercados da capital, verificou-se que o balde de tomate de aproximadamente 5 kilogramas, custa três mil kwanzas, quando há dois meses estava em pouco mais de metade. Contudo, o preço é ainda mais alto nas cantinas, onde dois tomates de grama média podem custar 150 kwanzas. Verónica Fernandes, consumidora, disse que tem sido muito difícil adquirir tomate para o consumo, e que para conseguir quantidade maior capaz de aguentar o mês em casa, é muitas vezes obrigada a recorrer aos mercados informais no caso do Km 30 e Catinton. O vendedor Filipe Mano explicou que há uma dificuldade na transportação devido ao mau estado das estradas. E este factor faz com que muitos revendedores alterem os preços de forma exorbitante. Um outro revendedor do tomate, Celestina Ponzo disse que os fornecedores alegam o preço do combustível e a distância como sendo outros factores que contribuem altos preços do produto.