O Fundo Monetário Internacional (FMI), no início do II trimestre deste ano, fez publicar o seu relatório semestral sobre a avaliação da dívida pública dos países.
De acordo com o mesmo documento, haviam na Europa, por exemplo, um total de três (3) países (Itália, Grécia e Portugal) que se apresentaram com a sua dívida pública acima dos 100% do Produto Interno Bruto (PIB).
No Fiscal Monitor, relatório com as previsões orçamentais do mundo, o FMI estimou que Portugal conseguiria reduzir a dívida de 125,6% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2017 para 104,7% em 2023. Esta redução da dívida pública em 20,9 pontos percentuais do PIB é a mais forte entre os países da zona euro, segundo as previsões.
No Programa de Estabilidade 2018-2022, o Governo estimou uma redução da dívida pública de 23,6 pontos percentuais do PIB, mas em cinco anos, ou seja, um ano mais cedo do que prevê o FMI. No documento, o executivo liderado por António Costa conta reduzir a dívida pública em 23,6 pontos percentuais do PIB, mas em cinco anos, isto é para 122,2% em 2018, para 118,4% em 2019, para 114,9% em 2020, para 107,3% em 2021 e para 102% em 2022.
No ano passado, Portugal era o terceiro país da zona euro com o maior nível de dívida pública, apenas atrás de Itália e da Grécia, mas mesmo com ritmos de redução superiores, vai permanecer neste lugar até 2023. Nesse ano, segundo o FMI, serão estes os únicos três países da zona euro a apresentar níveis de dívida pública superiores a 100% do PIB. Próximos deste valor ficam a Bélgica (com 93%), Espanha (90,9%) e França (com 89%).
Para as economias em causa, o maior desafio continua a ser o de propiciar crescimento económico e isso passa pela geração de empregos.