As constantes alterações nos preços dos produtos que o mercado observa desde a entrada do IVA, no passado dia 1 de Outubro, continua a inquietar e manietar compradores e vendedores.
A “febre” da subida atacou o pão e as reacções do mercado não se fizeram esperar. Afinal de contas, o pão é dos alimentos mais consumidos no mundo e a sua variação no preço de venda afecta o orçamento e os hábitos de consumo da maioria das famílias.
A dúvida sempre no ar está em volta da cobrança ou não do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) ao produto, uma vez que a farinha de trigo, sua matéria-prima, é isenta do imposto.
Na última quarta-feira, falando à Rádio Nacional de Angola (RNA), o quadro sénior do Instituto Nacional de Defesa do Consumidor (INADEC) esclareceu terem recebido nas últimas duas semanas mais de 400 reclamações sobre a subida de preços. Entre os produtos reclamados de eventual subida injusta constava o pão ao que esclareceu estar o preço do pão sujeito ao IVA.
Justa ou apertada demais, a subida ou não do preço do pão no mercado é acompanhada de dois fenómenos: por um lado, assiste-se a diminuição do volume do pão para aqueles casos em que se mantêm os preços. Ou seja, paga o mesmo, mas come um pão bem mais “pequenininho”; já por outro lado, os que aumentaram o preço numa média de 10 a 35 kwanzas nos diferentes tipos de pão à venda, ou mantiveram o volume ou ainda o aumentar “ligeiramente”. Também há quem só aumentou no fermento, sem implicar mais massa de farinha de trigo requesitada.
Nas padarias, constatada na nossa ronda, as filas continuam. Como dissera um consumidor à quente: “subam até onde quiserem, sempre haveremos de comer pão nas nossas casas”.