O Presidente João Lourenço agradeceu, em Pequim, ao homólogo chinês, Xi Jinping, a ajuda ao processo de reconstrução nacional em Angola, país que foi devastado por uma guerra civil.
João Lourenço falava durante a recepção oficial que lhe foi oferecida por Xi Jinping e afirmou que Angola encontrou na China um parceiro que está a ajudar a construir o país e que foi a China “quem estendeu a mão na fase de reconstrução nacional”.
“Estamos a reconstruir o nosso país com o financiamento chinês também”, afirmou, numa intervenção breve na sala de audiências do Grande Palácio do Povo, após ter sido recebido pelo homólogo chinês, em que foi analisada a cooperação bilateral.
Angola viveu a luta pela independência (guerra colonial contra Portugal) entre 1961 e 1974 e, depois, uma guerra civil de 27 anos, entre 1975 e 2002.
Em relação ao continente em geral, João Lourenço reconheceu que a China tem desempenhado um papel importante no processo de desenvolvimento de África, processo que “requer uma certa atenção”.
“As nossas parcerias no passado não deram certo e, em poucas décadas, a China estendeu-nos a mão e os resultados são visíveis em praticamente todo o continente”, reconheceu.
João Lourenço foi um dos Chefes de Estado que participou na segunda e terça-feira no Fórum de Cooperação China-África (FOCAC), subordinada ao tema “Construir uma Comunidade de Destino Comum China-África”. Criado em 2006, em Pequim, a Cimeira é a maior actividade diplomática que junta dezenas de Chefes de Estado do continente africano. A cimeira de Pequim é a maior actividade diplomática que a capital chinesa acolhe este ano. A cimeira aprovou dois documentos que espelhou as intenções das partes em relação à parceria comum que será conhecida como “Declaração de Pequim para Construir uma Comunidade de Destino Comum e uma África Mais Sólida.

Governo estuda novos investimentos de aplicação
do financimanto para a amortização da dívida

A aplicação do dinheiro chinês nos próximos três anos vai obedecer a novos projectos e outra forma de execução, a fim de facilitar a amortização da dívida de Angola com a China estimada em cerca de 23 mil milhões de dólares.
Em declarações à RNA, o ministro das Finanças, Archer Mangueira, considera que a ideia é facilitar a amortização da dívida com a China.
Archer Mangueira, citado pela emissora oficial chinesa, afirmou que Angola e a China aproveitam os acordos financeiros no quadro de novos pacotes disponibilizados pela China em África, avaliado em 60 mil milhões de dólares.
Para o ministro angolano, a Cimeira de Beijing serviu para a delegação chefiada pelo Presidente angolano João Lourenço, negociar com o governo chinês acordos financeiros no âmbito do reforço das relações bilaterais.
Os documentos serão assinados nos próximos tempos no qual contemplam o valor financeiros que Angola vai embolsar em função do novo pacote de 6o mil milhões de dólares, atribuído por Xi Jinping durante a cimeira para os países africanos.
“Nós vamos certamente tratar com as autoridades chinesas a melhor forma de estabelecer a facilidades financeiras que vêem de alguma forma dar aproveitamento ao pacote que é para todo o continente africano “, disse Archer Mangueira.

Empréstimo
Em relação ao valor disponibilizado na última cimeira em Joanesburgo em 2015, Archer Mangueira esclareceu que o montante serviu para a implementação de vários projectos de investimentos públicos.
“Há um conjunto de projectos que foram implementados no âmbito de diferentes facilidades financeiras estabelecidas pelo Executivo angolano com diferentes instituições financeiras da China. Portanto, este pacote não só foi para financiar e suportar projectos de investimentos público, como também para financiar projectos do sector petrolífero”, disse.
Por isso, anunciou que está em curso, a negociação de um novo acordo financeiro, e é no âmbito desse acordo que vão se integrar os projectos e também dar nota aos novos que serão definidos no âmbito do actual paradigma económico.
“Os projectos que venham contribuir para o exercício da amortização da dívida a curto prazo serão os prioritários”, afirmou o ministro das Finanças, Archer Mangueira, que fez parte da comitiva presidencial liderado pelo chefe de Estado João Manuel Gonçalves Lourenço.