O peso da dívida do Estado nas respectivas contas nacionais é um dos sinais de preocupação que o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial (BM) pretendem ver diminuídos nos próximos anos.
Desde a última terça-feira, até ao próximo domingo, daqui há dois dias, os organismos de Bretton Woods estão reunidos, em Washington, na tradicional reunião de Primavera, e aproveitam o encontro para fazer recomendações sobre a saúde financeira dos países-membros.
De acordo com números do Ministério das Finanças, o peso da dívida pública angolana passou de 39 por cento do PIB em 2014, para 84 em 2018, mais do que duplicando em apenas quatro anos,o que confirma o alinhamento de Angola na tendência de sobreendividamento dos países a que se referiu a directora-geral do FMI.
Christine Lagarde também anunciou uma nova pesquisa do FMI a mostrar que o aumento das guerras comerciais está a afectar o investimento em fábricas, maquinarias e projectos de criação de empregos.
Numa publicação recente do enviado do Jornal de Angola a Washington, Estados Unidos da América, se o comércio entre os Estados Unidos e a China estiver sujeito a taxas de 25 por cento, afirmou a directora citando o estudo, o PIB norte-americano cai 0,6 por cento e o chinês 1.5.
As Reuniões de Primavera do Banco Mundial e do FMI são realizadas nessa estação do Hemisfério Norte, para discutir a evolução estabelecida nas sessões plenárias e assembleias de governadores nas reuniões anuais, no Outono, entre Setembro e Outubro.
As Reuniões de Primavera são permanentemente realizadas na capital norte-americana, Washington, onde estão as sedes do Banco Mundial e do FMI, mas as reuniões anuais ocorrem fora dos Estados Unidos uma vez a cada três anos.