A entrada de novos parceiros nos negócios de exploração de petróleo, diamantes, ferro e ouro deverá ocorrer mediante critérios rigorosos, mais atractivos à indústria dos recursos minerais e hidrocarbonetos e seus investidores.
Depois da apresentação da última segunda-feira sobre os requisitos para as concessões mineiras, na próxima terça-feira (3 de Setembro), será a vez da Agência Nacional de Petróleo e Gás (ANPG) reunir os investidores dos mercados petrolíferos, para abordar as condições técnicas em que deverão acontecer as licitações dos blocos do Namibe e de Benguela.
De acordo com o calendário, ambos os concursos de licitações, depois desta fase de apresentação em Luanda, vão para o exterior, sendo que os petróleos cruzam Estados Unidos e Londres e os diamantes optaram por Dubai e Londres.

Promover os menos conhecidos

Minerais angolanos como o ferro e o fosfato, pouco explorados no país, serão promovidos em Londres (Inglaterra), Dubai (Emirados Árabes Unidos) e em Beijing (China), a partir de Setembro, como forma de se atrair investimentos estrangeiros com maior celeridade.
O diamante, um dos principais contribuintes do PIB, também consta da lista para as apresentações técnicas (Road-shows), nos dias 10, 16 e 20, no exterior do país, conforme a ordem, para concursos públicos, para atribuição de direitos mineiros para a prospecção e exploração em Angola.

Petróleo

O ministro Diamantino de Azevedo informou estar previsto para o dia 3 de Setembro, igualmente na capital do país, outro Roadshow de licitação de novos blocos petrolíferos na Bacia do Namibe e Benguela, seguindo-se Houston (EUA, dia 10), Londres (17) e Dubai (23).
O ministro assegurou que as condições para as concessões estão todas acauteladas, desde o ponto de vista geológico mineiro até as condições legais no Código Mineiro, na Lei do Investimento Privado, nas leis cambias, fiscais gerais do país e nas específicas para este sector.

Receita fiscal contabiliza
kz 1,14 biliões

O Ministério das Finanças fez publicar, recentemente, que e entre Janeiro e Julho deste ano, o Estado arrecadou receitas fiscais não petrolíferas de cerca de 1,14 biliões de kwanzas, um crescimento de 27,2% face a 2018; trata-se de um desempenho superior ao esperado, já que o OGE Revisto previa um crescimento de 17,9% face à execução de 2018. Mais de 3/4 do aumento na receita não petrolífera deveram-se à maior arrecadação de imposto industrial (+55% ) e IRT (+40%).
Em contrapartida, houve uma diminuição de 8% yoy no valor arrecadado para o Imposto de consumo. O Imposto Industrial, o IRT e o Imposto de Consumo são as principais fontes de receita fiscal não-petrolífera, representando mais de 63% da mesma.
Os dados ficaram expressos no boletim de estudos semanais do Banco de Fomento Angola (BFA), publicado na sua página de internet.
A fonte faz ainda referência de que no mercado internacional, o Brent fechou a semana em USD 59,9, valor mais alto desde início do mês de Agosto.