O Executivo angolano continua a mobilizar esforços no sentido de criar condições necessárias para o bom funcionamento dos mercados e consequentemente impulsionar a actividade económica do país, garantindo desta forma o bem-
-estar social dos cidadãos.

E é com base nessas políticas que, até à presente data, ou seja, um ano após o início da operacionalização da iniciativa de linhas de crédito bonificado, já foram aprovados 101 financiamentos, dos quais 44 disponibilizados, perfazendo mais de 14 mil milhões de kwanzas aprovados.

Estes financiamentos demonstram, adicionalmente, uma vasta dispersão nacional, existindo já projectos com financiamentos aprovados em 16 das 18 províncias nacionais e disponibilizados em 12 territórios.

Todos estes projectos tiveram que passar por criteriosos procedimentos de aprovação de crédito dos bancos aderentes e cumprir os princípios de elegibilidade do programa, demonstrando a viabilidade do projecto e o seu potencial impacto para o aumento do emprego e da diversificação da economia nacional.

Estes números mostram o considerável sucesso e os valores bastantes elevados que o programa “Angola Investe” alcançou na concessão de créditos, assegurando uma extensa abrangência territorial nos valores concedidos. Inaugurou-se um novo paradigma de interacção entre o Estado e o sistema financeiro.

Outros programas
Por referência, quando comparados com os números atingidos por outros programas de facilitação de acesso ao crédito do Executivo, o programa “Angola Investe”, que já aprovou mais de 14 mil milhões de kwanzas, alcançou valores semelhantes aos do Programa de Apoio a Pequenos Negócios (PROAPEN) e aos de crédito agrícola de campanha, que concederam 14,3 milhões de kwanzas e 15,3 milhões, respectivamente, apesar da maior exigência, qualidade e rigor dos projectos aprovados no âmbito deste programa.
Adicionalmente, a vasta abrangência territorial dos financiamentos concedidos demonstra a elevada capacidade de o programa desenvolver a globalidade da economia angolana e mitigar as desigualdades existentes.

O programa inaugurou um novo paradigma de parceria e de coordenação do Estado com o sistema financeiro, em que foi possível injectar crédito na economia não apenas por via dos bancos estatais mas de todo o sistema financeiro, o que se constitui como um modelo que pode ser utilizado de forma recorrente no futuro.

Neste último, os bancos aderentes têm sido cruciais para injectar financiamento na economia nacional e são parceiros privilegiados do Estado e dos empresários no desenvolvimento e diversificação da economia do país.

Neste contexto, existe uma vontade natural do Executivo em continuar com os seus esforços diários, em conjunto com as restantes entidades parceiras (em particular com os bancos aderentes ao programa), na implementação do programa, para fomento do sector empresarial privado e o desenvolvimento da capacidade produtiva do país, pelo que foram já preparados novos memorandos para renovação do compromisso dos bancos na concessão de crédito e dinamização do programa.

Mais financiamentos
Estão previstos no orçamento geral do Estado 19.134,4 mil  milhões de kwanzas para o programa em 2013, valor que será reforçado em 2014 com fundos adicionais.

Deve ter-se atenção que o programa “Angola Investe” tem uma abrangência que vai muito além da vertente de facilitar o acesso ao crédito. O mesmo inclui iniciativas de apoio à economia nacional como a desburocratização dos processos de abertura de empresas e de licenciamento, como o apoio aos sectores de bandeira, o fomento ao consumo da produção nacional “Feito em Angola”, e o Proapen, entre outros.

Foi, no âmbito do Proapen, lançada e reforçada a rede nacional de Balcão Único do Empreendedor (BUÉ) que constitui um novo paradigma de relacionamento do Estado com os empresários a nível de cada município do país, cujo sucesso na implementação levou à melhoria em duas posições de Angola no ranking “doing business” de 2013.

 Assim, prevê-se a continuação do vasto impacto do programa “Angola Investe” na economia nacional, proporcionando condições cada vez mais favoráveis para o sucesso do empresariado e para o crescimento de Angola.