Nem todos os desastres naturais podem ser evitados, mas os impactos são minimizados com planeamento adequado e sistemas de notificação. Apenas através da gestão da terra e dos recursos hídricos podem existir menos custos com relação aos danos materiais e perda de vidas humanas.

A evolução do homem também tem relação directa com a evolução dos desastres naturais. Cidades tomaram conta da terra húmida de florestas e as inundações se tornaram rotina em grandes cidades.
Depois do que aconteceu em Moçambique e as informações veicularem nas redes sociais, sobre o possível ciclone observado no Norte da vizinha República da Namíbia, que pode eventualmente atingir a província do Cunene.
O INAMET esclarece que está a monitorar o fenómeno, e tranquilizar a população no sentido de se manter calma e serena, visto que a probabilidade de haver qualquer evento em Angola é por enquanto reduzida, o Jornal de Economia e Finanças saiu à rua para ouvir dos citadinos o que se deve fazer para a prevenção contra as catástrofes naturais.
Segundo o comerciante Manuel António, os desastres naturais são conhecidos por causarem deslizamentos de terra, destruindo casas e devastando países inteiros. Embora sejam inevitáveis, danos causados podem ser reduzidos por meio de planos de preparação para desastres, maior divulgação nos meios de comunicação e não só.
O estudante Willian dos Santos é de opinião que a redução em superfícies impenetráveis é outra medida que pode prevenir os desastres naturais. Superfícies impenetráveis incluem estradas, estacionamentos e calçadas encontradas em áreas desenvolvidas.
A redução da quantidade de superfície através do planeamento da cidade e local e enchentes podem ser evitadas ou pelo menos diminuir os impactos. Outro ponto importante está no aumento da construção de áreas verdes urbanas.
Depois do ciclone passar por Moçambique, Malawi e Zâmbia é hora de o INAMET, organizações não governamentais, órgãos de comunicação começarem a divulgar mais sobre o assunto, porque muitos desconhecem.
Domingos Augusto é de opinião que, monitorar o clima pode ajudar a evitar perdas humanas por meio de notificação
de padrões climáticos severos.
“O poder público deve ter equipas especializadas em realizar as identificações no sentido de diminuir os custos gerados por desastres naturais”, defende.
O funcionário de relações públicas Adão Manuel, é de opinião que para além do INAMET, os meios de comunicação devem falar mais sobre o assunto, principalmente nos noticiários em línguas nacionais.
“Visto que as catástrofes são mesmo naturais, o Estado deve tirar e evitar que as populações vivam e construam em zonas de risco, para evitar perdas humanas, não podemos esperar acontecer tragédias para depois nos preocuparmos”, afirmou.
Benvindo Macana, também estudante, disse que no nosso país, felizmente, nunca aconteceram grandes catástrofes como terramotos e ciclones, mas cada vez que uma chuva forte cai nas cidades, ou uma seca afecta qualquer região, a economia do país sofre um golpe e as perdas acumulam-se nas infra-estruturas, na agricultura, nos serviços públicos e privados e na indústria.
O contabilista Ferreira da Cruz entende que com o avançar das tecnologias e o aquecimento global têm vindo a aumentar. Logo, devemos proteger o meio ambiente, evitar o corte de árvores, a queima de florestas para que grandes catástrofes não assolem o nosso planeta constantemente.