Há algum tempo que o distribuidor do segmento de retalho nacional Kero leva a cabo o programa “compromisso preço mais baixo”. A campanha consiste em garantir, todas as semanas, que as lojas do operador tenham os preços mais baixos nos produtos no comparativo com os demais “players”. Em caso de tal não se verificar, conforme explicou a nossa equipa, um técnico da área de comunicação, publicidade e marketing, ao cliente reserva-se o direito de reclamar o reembolso da diferença do que pagou a mais. Este modelo de fidelização de clientes traz ao mercado uma disputa cerrada na atracção dos consumidores às lojas e maior preocupação com o grau de satisfação do consumidor, um instrumento ainda pouco utilizado ou ao menos divulgado seja pelos operadores seja pelos reguladores do mercado ou associações afins. Recentemente, assistimos, numa das lojas do grupo Alimenta Angola a realização de entrevistas aos clientes à porta, para aferir-se da sua satisfação. Numa pesquisa telefónica, sobre as regras e efeito destes instrumentos, o especialista em comunicação Sabino Tulo defendeu a divulgação dos inquéritos de satisfação dos consumidores, quanto mais não fosse pelo Instituto Nacional de Estatística ou o Instituto Nacional de Defesa do Consumidor (INADEC). Para ele, é importante medir-se a apreciação do consumidor sobre a actuação das empresas que oferecem produtos e serviços no mercado. Ana Domingos, economista, é de opinião que as famílias estão, cada vez mais, preocupadas com o que consomem, seja pela qualidade fosse pelo preço que têm de pagar pelos mesmos, o que faz com a medição da satisfação seja um instrumento útil para a determinação da política de preço. Por exemplo, explica que o custo da cesta básica é um determinante na avaliação do salário mínimo e desta variável também mede-se a evolução dos processo económicos e de (auto)regulação dos mercados.