O estacionamento em Luanda, sobretudo na zona baixa da cidade, tem criado inúmeros constrangimentos aos automobilistas.
O elevado custo cobrado pelas entidades gestoras de parques privados e públicos merece o repúdio veemente de quem procura os serviços. Medidas foram recentemente anunciadas pelo Governo Provincial de Luanda (GPL), as quais visam reduzir os valores cobrados naquelas infra-estruturas.
O JE entrevistou vários usuários sobre o funcionamento dos parques e a constatação foi de que, apesar da recente redução do valor por pagar, anunciado pelo Governo Provincial de Luanda (GPL), o grau de adesão ainda fica muito aquém do esperado.
O Relações Públicas Jorge Januário é de opinião que os parques sejam privatizados para melhorar a gestão, manutenção e organização. Adiantou que a gestão do GPL deixa muito a desejar .
Já o engenheiro Rodrigo Ventura sugere que o valor de 50 kwanzas por cada hora seja extensivo a todos os parques da província, pondo-se fim aos preços especulativos ainda praticados, até mesmo em alguns parques que estão sob gestão do GPL.
Décio Veiga, técnico de manutenção industrial, propõe preços acessíveis e que não haja barreiras no acesso. Chamou a atenção para a necessidade de segurança nos parques. “Não vou pagar kz 50 para depois encontrar o meu carro danificado por pagar um valor mínimo. Por isso, o governo e estruturas afins têm que redobrar esforços no que toca à segurança nos estacionamentos”.
Por sua vez, a cidadã Esperança Jorge, técnica de manutenção, apoia a medida do GPL e assegura que os novos preços vão permitir alguma economia aos proprietários de veículos e que diariamente se deslocam à baixa da cidade em trabalho ou resolução de questões fundamentais e inadiáveis em muitos dos casos.
Segundo diz, “os preços praticados, actualmente, na baixa de Luanda melhoraram muito. Há alguns meses atrás era um grande problema para os automobilistas, mas ainda assim pagar 50 kwanzas por hora, só compensa para quem vem à baixa de passagem”.
No entender do docente Carlos José, dado o facto de a maioria dos utentes dos parques serem funcionários públicos, o GPL devia criar pacotes comerciais e cartões de utilizador, visto que os 50 kwanzas continuam a ser um valor excessivo para o bolso do cidadão (em oito horas de jornada de trabalho diária paga-se 400 kwanzas; dois mil em cinco dias da semana; oito mil no mês e 88 mil kwanzas no ano, considerando um mês de férias), numa altura em que o preço dos principais produtos e serviços básicos também continuam a subir.
Outro docente Marcos de Carvalho sugere que quem parqueia todos os dias, com mais de oito horas, deve beneficiar da redução do preço pela metade.
Contactamos a empresa PARQ, que nos garantiu estar a estudar a possibilidade de definir um valor mensal por lugar. Segundo o tarifário da mesma, existe uma tolerância de cinco minutos sem pagamento após entrada.
A empresa PARQ, à semelhança das demais que asseguram a gestão dos parques de estacionamento, não se responsabiliza por roubos, furtos ou danos causados por terceiros às viaturas parqueadas.