O Índice de Preços Grossista (IPG) registou no mês de Março do corrente ano uma variação mensal de 0,64 por cento.
Segundo a nota de imprensa chegada à nossa redacção, durante o mês em análise, os preços dos produtos nacionais aumentaram em 0,72 por cento, comparados com os preços do mês de Março do mesmo ano, sendo a secção da agricultura, animais, caça e silvicultura a que maior aumento de preços registou com 1,22 por cento.

Destacam-se ainda os produtos que tiveram maior variação de preços neste mesmo grupo como galinha viva com 3 por cento, cabrito vivo 2,86, repolho 2,36, cenoura 1,69, banana 1,66, maçã 1,46, abacaxi 1,19 e cebola 1,04 entre os capitais.

Variação homóloga
Quanto à variação homóloga situou-se em 8,64 por cento, registando assim uma baixa de 0,16 pontos percentuais em relação ao mês de Abril de 2012. Em termos de tendência, a taxa de inflação homóloga continua a experimentar desaceleração, facto este que teve o seu início a partir do mês de Abril do ano de 2011.

Durante o mês de Abril do corrente, os preços dos produtos importados tiveram um aumento de 0,62 por cento, influenciado basicamente pela variação de preços verificados na secção da Indústria transformadora
com 0,63 por cento.

Os produtos que tiveram maior aumento de preços foram soda cáustica com 14,48, papel químico carbono 5,48, chave de fenda 5,11, repolho 5,06, cobertor 4,44, laranja 4,43, caixão 4,24, banheira de porcelana 4,19, porta de madeira 4,12, alimento para cães 4,07, fatinho de bebé 4,03, azeite de oliveira 3,86, chouriço 3,67, e tubo flexível com 3,65.

Contribuição no IPC
A inflação global do mês de Abril foi de 0,64 por cento, sendo os produtos importados que maior participação tiveram com 0,49 pontos percentuais, ou seja, cerca de 76 por cento, enquanto a contribuição dos produtos nacionais foi de 0,15 pontos percentuais, o que corresponde a 24 por cento do valor da inflação global.

Pese embora a existência no mercado nacional de um cenário ainda favorável aos produtos importados, as excelentes perspectivas com a retoma da indústria nacional mantêm em alta a avaliação de crescimento gradual dos principais indicadores da economia angolana e, com ela, o aumento da oferta de bens de produção local a preços competitivos e bastante atractivos, numa visão mais integrada.