O Estado arrecadou, em Maio, em receitas de serviço valor equivalente a 146,9 por cento do previsto no OGE/2017 para o período, de acordo com o relatório do Sistema Integrado de Gestão Financeira do Estado (SIGFE), órgão afecto ao Ministério das Finanças.
A receita de serviços é aquela proveniente de actividades caracterizadas pelas prestações de serviços financeiros, transporte, saúde, comunicação, portuário, armazenagem, de inspecção e fiscalização, judiciário, processamento de dados, vendas de mercadoria e produtos inerentes a actividades da entidade entre outros.
No relatório publicado na página de internet do Ministério das Finanças, baseado em dados do Sigfe, está ainda patente que o grau de arrecadação da receita corrente, no mesmo mês de Maio, foi de 26,2 por cento, mais 15,54 pontos percentuais em relação ao período homologo de 2016.
Já no que diz respeito às despesas correntes, no mês de Maio, as mesmas situaram-se na ordem dos 28 por cento, mais 3,78 pontos percentuais em relação ao 2016.
Conforme os indicadores publicados pelo Minfin, as despesas com pessoal e as contribuições do empregador representaram os maiores graus de execução das despesas correntes na ordem dos 33,94 e 31,55 por cento, respectivamente. O referido relatório avança, que no período homólogo de 2015 as despesas com maior grau de execução foram os juros e as com a contribuições do empregador na ordem dos 48,32 e 44,13 por cento, respectivamente.

Incidência da despesa
As despesas correntes e as de capital, em Maio de 2017, representaram 62,19 e 37,81 por cento do total. Em relação ao período homólogo de 2016, as despesas correntes aumentaram em cerca de 3,76 por cento, resultante essencialmente do aumento das despesas em bens e serviços e dos subsídios e transferências na ordem dos 2,0 e 62,75 por cento, respectivamente.
Sobre as despesas de capital, esta expandiu-se em cerca de 39,98 por cento, basicamente fruto do aumento das despesas de capital financeiro e dos investimentos na ordem dos 4,85 e 406,37 por cento.
No conjunto, entre Janeiro e Maio de 2017, as despesas totais registaram um aumento de 17,45 por cento em relação ao período homólogo de 2016, fruto da variação de 3,76 por cento nas despesas correntes e de 39,98 por cento nas despesas de capital. As despesas correntes e as de capital corresponderam a 62,19 e 37,81 por cento das despesas totais.