O processo de privatizações das empresas públicas, que teve início no mês de Agosto deste ano e término previsto para 2022, além de não colocar em risco os postos de trabalho, nem a soberania das actividades do Estado, tem como objectivo criar maior eficiência às empresas e aumentar a renda nacional e das famílias angolanas.
O programa, que elegeu dois grupos fundamentais de empresas: o grupo composto pelas empresas de referência nacional que mais contribuem para o crescimento do PIB, como as do sectores dos recursos minerais e petróleo, telecomunicações, transportes, indústria e banca, vai beneficiar principalmente os empresários nacionais, que passam agora, a ter maior possibilidade de entrar ou aquirir o capital ou acções nestas empresas.
Nesse sector constam 32 empresas de referência nacional, das quais 17 serão privatizadas com recurso à oferta pública inicial em bolsa e as restantes por meio do leilão em bolsa e concurso público. O outro grupo é composto por empresas de pequenos activos do Estado, que maioritariamente são geridas pelo sector privado.

Modelos de privatizações


Segundo a Lei de Base das Privatizações, elas podem ser feitas de várias modalidades, entre as quais pela alienação parcial, minoritária ou maioritária dos activos de uma determinada empresa. Até 2022, o Governo angolano prevê privatizar 195 empresas públicas, das quais 32 estão classificadas como empresas de referência nacional.
Entre as empresas a alienar, o destaque recai para a Sonangol, a transportadora área nacional Taag, os Correios de Angola, a Angola Telecom, a Empresa Nacional de Seguros de Angola (ENSA), a Empresa Nacional de Diamantes de Angola (Endiama), as participações na operadora Unitel, no Banco de Comércio e Indústria e Banco Económico, a cimenteira Nova Cimangola, Bodiva, entre outras que entram nesta lista.