A União Africana (UA) acaba de dar o primeiro passo para o processo de integração económica, com o lançamento oficial domingo, em Niamey, da Zona de Livre Comércio Económica Continental (ZLECAF) no termo duma cimeira extraordinária consagrada a esta questão. Dos 55 países africanos do continente, apenas a Eritreia ainda não assinou o acordo e o representante da sua delegação a esta cimeira afirmou no entanto, que o país está disposto a rubricar muito brevemente o tratado, para se juntar a todos os países africanos. No total, 27 países membros assinaram não apenas o tratado, mas ratificaram-no igualmente, são eles, Burkina Faso, Tchad, Congo, Côte d’Ivoire, Djibuti, Egipto, Guiné-Equatorial, Etiópia, Gabão, Gâmbia, Gana, Guiné Conakry, Quénia, Mali, Mauritânia, Namíbia, Níger, Ruanda, República Saraui Democrática, São Tomé e Príncipe, Senegal, Serra Leoa, África do Sul, Togo, Uganda e Zimbabwe. Vinte e sete outros países assinaram o tratado mas ainda não o ratificaram, que são, Argélia, Angola, Benin, Botswana, Camarões, Cabo Verde, República Centro Africana, Ilhas Comores, República Democrática do Congo, Guiné-Bissau, Lesoto, Libéria, Líbia, Madagáscar, Malawi, Ilhas Maurícias, Moçambique, Nigéria, Ilhas Seicheles, Somália, Marrocos, Sudão do Sul, Sudão, Tanzânia, Tunísia e Zâmbia. É o maior evento histórico no Continente Africano, desde a criação da OUA (Organização para a Unidade Africana), em 1963”, segundo o Presidente nigerino, Mahamadou Issoufou, na cerimónia em que o Chefe de Estado angolano, João Lourenço, foi representado pelo ministro das Relações Exteriores, Manuel Augusto.

Fases da integração
A Zona de Livre Comércio é um grupo de países que concordaram eliminar as tarifas, quotas e preferências que recaem sobre a maior parte dos (ou todos os) bens importados e exportados entre aqueles países. O propósito da Zona de Livre Comércio é estimular o comércio entre os países participantes por meio da especialização, divisão do trabalho e da vantagem comparativa.
Este processo costuma ser visto como um passo para a instituição de uma união aduaneira. No entanto, a ZLC diferencia-se da União Aduaneira pela inexistência de uma política comercial comum (como, por exemplo, uma tarifa externa comum), adoptada por todos os países participantes e válida para as importações provenientes de fora da zona. As Zonas de Livre Comércio são criadas por meio de acordos de livre comércio entre dois ou mais Estados. Existem diversas modalidades de Zonas Livres de Comércio: União Aduaneira, (adopção de uma tarifa externa comum e a livre circulação das mercadorias oriundas dos países associados, o Mercado Comum (eliminação de tarifas alfandegárias, e permite a livre circulação de pessoas, capital e mão-de-obra entre os países membros, e unifica a moeda em circulação entre esses países.