O Produto Interno Bruto (PIB) do 1º Trimestre 2018, em termos homólogos, variou (-2,2%), segundo dados publicados, recentemente, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
As actividades que mais contribuíram e constituíram factores importantes para o desempenho da actividade no PIB do 1º Trimestre de 2018 foram a Extracção e refinação do petróleo bruto, gás natural com 33%, seguida do Comércio com 15%, Construção com 12% e Administração pública com 6%.
Recentemente, o Fundo Monetário Internacional (FMI) considerou que a taxa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) real para 2018 em Angola tem-se revelado “mais moderada do que o esperado”.
Segundo o comunicado do Ministério das Finanças, o FMI refere que a moderação na taxa de crescimento do PIB real reflecte uma redução acentuada da produção de petróleo e de gás, pelo que se espera um “impacto negativo” nas contas fiscais e externas e um aumento do défice da conta corrente.
O comunicado, em que não são adiantados quaisquer números, é fruto de uma missão que o corpo técnico do FMI efectuou de 01 a 14 deste mês a Angola, para analisar a evolução económica recente e avaliar as perspectivas económicas e financeiras.
A missão serviu também para discutir com as autoridades angolanas a melhor forma de o FMI prestar apoio às políticas e reformas económicas definidas no Programa de Estabilização Macroeconómica (PEM) e no Plano de Desenvolvimento Nacional (PDN) de 2018 a 2022.
No entanto, ressalva o FMI, apesar de um ambiente mais adverso, conclui-se que “continuam adequadas” as políticas e as reformas de estabilização macroeconómica que estão a ser aplicadas pelo executivo com vista à promoção do crescimento económico e da diversificação da actividade económica.
Por outro lado, acrescenta-se, tendo em conta a evolução económica mais recente, e de modo a facilitar a implementação do PEM e do PDN, o Governo angolano solicitou o ajustamento do programa de apoio do FMI, adicionando-se uma componente de financiamento.