Além de competirem em preço e qualidade, a quantidade destes produtos satisfaz e serve para estabilizar o custo de oferta, uma vez que a procura por bens de consumo é sempre alta.
Nesse particular, um dado salta à vista e que foi avançado ao JE por um gestor de caixa num dos supermercados, é o facto de que estas unidades do sector da distribuição chegarem a facturar acima dos cinco milhões de kwanzas/dia só em numa loja.
Mas a par do observado nas semanas passadas, nesta os preços continuam a registar  uma trajectória de descida.
Estes indicadores servem bem de amostra de que a taxa de inflação, que corrói o poder das famílias, está controlada e as contas mensais estão mais estáveis. Os lojistas também dizem que nos finais e início de um dado mês é onde os preços sobem devido à excessiva massa monetária.

índice de produtos de preços vigiados apresenta variação negativa de 1,19 por cento

O Índice dos Produtos de Preços Vigiados (IPPV) apresentou uma variação de -1,19 por cento, inferior em 0,47 pontos percentuais ao período 21 a 25 de Agosto. A análise homóloga (mesmo período do ano anterior) espelha um aumento de 0,39 pontos percentuais, comparando ao valor de 1,58 por cento de variação anterior.
O feijão catarino (10,02 por cento) e a fuba de milho (9,46) são os produtos de preços vigiados que mais baixaram de preços nos armazéns grossistas de Luanda. A cebola (58,35) e a carne pujadouro (21,37) registaram os maiores aumentos de preços.
Nos supermercados de Luanda, a massa esparguete (24,44 por cento) e a cenoura (22,59), são os itens que mais aumentaram de preço. O sal (30,23) e o sabão em barra (29,41), assinalaram as maiores diminuições.
O Regime de Preços Vigiados está previsto no Decreto Executivo N.º 77/16, de 25 de Fevereiro, que define as regras e procedimentos para a fixação e alteração dos preços praticados nos diferentes regimes, bem como os mecanismos para o desempenho da actividade de controlo e fiscalização dos preços no mercado.
A lista dos bens e serviços pertencentes ao Regime de Preços Vigiados foi publicada a 15 de Fevereiro de 2016, através do Decreto Executivo N.º 62/16 e inclui 32 produtos como o arroz, banana, batata-rena e doce, carne fresca e seca, farinha de trigo, feijão, frango, fuba de bombó e de milho, leite em pó, massa alimentar, óleo de palma, óleo de soja, pão, peixe, sal, sabão, alface, alho, tomate cebola, além da cenoura e da cebola.